Ciranda Poética – “Livro” – Participantes

 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 

O livro

Abrem -se livros  de historias e de pura ilusão

Páginas completas transparentes e marcantes

Páginas saltitantes em cada mão,

Páginas soltas ou pura delicada página fechada.

Livro fantástico onde se recolhe folhas em branco…

Transbordam palavras que virão completar a obra.

Livro diz-me que o teu espaço, vazio

Está todo por alugar,

E que Tens fome de palavras  nas tuas páginas singelas

E o escritor tem sede de  as escrever, deixado -te as palavras mais belas.

Te vestindo com a historia que a vida

Lhes habituou a contar.

Assim relatas um poeta ou escritor… que aluga as ideias feitas,

Talham-se as tuas palavras no seio das letras,

Na obra do poeta foram deixadas,

As mais  belas escrituras e por palavras foram consagradas.

Que nos dirás nas tuas entrelinhas?

Que te perseguem e não te estimam…

Ficas arrumado num canto de uma estante…

Todos passam por ti e ninguém te vê.

Fascina-me o mistério do teu rosto sem nome,

Em uma obra deixada por ti

Nas entrelinhas de quem lê.

 

02-04-2010

16h10m

Autoria… Elsa.M

 

°*•.,¸¸.•*°

O meu livro
 

Um livro com muitas folhas
em multicores com sombras e reflexos
histórias repletas de sorrisos
lágrimas salgadas rugas vincadas.

As páginas descamisadas
contam marcas do tempo
que sonhei ou vivi,
dos sonhos tornados realidade
da realidade sonhada.

Um velho caderno sem valor
com páginas em branco
na vida por contar,
aquela que escondida está
por de trás do horizonte
onde o olhar presente
não pode alcançar,
na ponta do arco-íris
onde se esconde o tesouro
que falta encontrar.

O meu livro é tão-somente
o diário inacabado
da vida no retrato guardado
do passado aprendido.

 

Ana Coelho

 

°*•.,¸¸.•*°

 

Livro

Gostava de aqui deixar

Um livro que ninguém leu

De fantasias ou realidades

Que ainda ninguém escreveu

E se escritora eu fosse

Se eu soubesse escrever

Escreveria algo de belo

Para ti que me estas a ler

Escreveria que no mundo

Todas as crianças têm pão

Que todas são iguais

Com amor e educação

E que todas são respeitadas

E criadas com dedicação

Escreveria sobre os velhinhos

Com verdade e rigor

E que até ao dia da morte

São tratados com amor

Diria que nos hospitais

Não são nunca abandonados

E que em muitos lares

Não são nunca maltratados

Diria que os animais

Na verdade são nossos amigos

E tantas vezes são tratados

Como se fossem castigos

Diria que a pobreza, é algo já do passado

E que por trás de muito lar

Vive o pobre envergonhado

E tanta coisa diria, se eu soubesse escrever

O novo livro da vida, para ti, que me estas a ler

Angelina Andrade

°*•.,¸¸.•*°

 

 

O livro da vida

 

Tem folhas de sonhos perdidos

Páginas e páginas de verdades

Partidas, despedidas e saudades

Prantos, sorrisos e vontade de viver

Cantos e orações a cada momento vivido

Tem o passado como futuro tão presente

Histórias renovadas a cada amanhecer

Retalhos soltos… desalinhados…

Que em desordem se completam estranhamente

Tem espelhos e horizontes de cetim

Tem amor, emoções e beijos sem fim

É de cristal ou de qualquer tela amarelecida

É simplesmente o relato de uma vida

 

♣ Ąηηα ♣

°*•.,¸¸.•*°

 

O LIVRO E MEU IRMÃO

 

Eu o fitava de longe…

O barulho em sua volta não o incomodava.

Solitário, sentado com um livro nas mãos.

Percebia o prazer com que ele bebia as palavras.

 

Ele, em alguns momentos, ria solto.

Em outros, silenciosamente, o livro fechava.

Quieto, seus olhos fitavam o nada.

Dava-me a impressão que longe ele estava.

 

Por ele, os livros não eram lidos e sim, devorados.

Em uma paradoxal e ardente devoção.

Livros amados depois de lidos eram trocados,

Na sua sede de aventura e informação.

 

Eu, curiosa criança não entendia,

Qual o sortilégio que nos livros existia.

Que o deixava imune ao calor e ao frio.

E o mantinha absorto, lendo por horas a fio.

 

Fui à escola, aprendi a ler.

E, finalmente, pude entender

O que acontecia ao meu irmão,

Quando um livro ele tinha em suas mãos.

 

O livro é o alimento da alma,

Alimenta a mente e a emoção.

Proporciona viagens, sem sair de casa.

É entretenimento, é cultura, é instrução.

 

Dedico este poema ao meu irmão mais velho (Aparecido) que foi o responsável pelo meu gosto pela leitura.

 

Rosangela

°*•.,¸¸.•*°

 

O virar da página
Não sei se vim á vida para sonhar..
Minhas raízes mais profundas
Obrigam-me á lembrança das palavras
Mesmo sendo léves suas folhas
Prefiro-me reiniciar-me de novo
Num campo de lírios e flores sélvagéns.
Onde me sinto selvagém
Para me encher de sua alma
Para me povoar de ternura
Simplesmente quero vêr de frente
A verdade das simples palavras e pequenas coisas
Desloco-me para tudo vêr
Levando meu olhar
A um principio infinitamente retomado
Ganhei sorrisos e vozes
Que me habitavam silênciosamente
Entre o livro e a folha
Quero sêr poésia
Eu te desfolhei
E nada te pedi
Somente meu poêma és tu
Vóz lírica de minha poésia
 
Autoria de Anita de Castro
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 
Sei de mim num livro ainda por escrever.
 
 
As palavras que me descrevem são tão simples
que se perderiam neste rio onde navego,
queria fazê-las ser barco
 e andar a deriva pelas levadas dos meus sonhos
 e atracar num mar de significados
que me poderiam reinventar.
Ai seria livro ,uma historia de encantar.
há ! este rio em que me estendo
livro aberto ainda em branco,
sulcos cravados na folha virgem ,
metáforas vivas do meu ser.
palavras em sentimentos
deixdas ao todos que quisessem ler.
Seria um romance das vidas já vividas
 ,um conto fantástico das vidas por viver.
E seria um longo caminho
 onde estenderia as pétalas da minha poesia,
sonhos feitos palavras descrição de alma que se procura.
 
São Gonçalves
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 

Páginas vazias,

Páginas intensamente preenchidas…

são o livro da minha vida

Livro sem grande pretensão

Ditado pela alma

Escrito com o coração

Com toda a verdade de ser

E de estar

Amar sem limites

Querer e sonhar

Neste livro singelo,

De batalhas travadas uma a uma

Estão ainda as folhas em branco

Do tempo vindouro

Que fará a conclusão

Que eu quero que seja

Escrita a tinta de ouro

 

Liz

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UM LIVRO EM BRANCO
 
 
O sol, desce no horizonte,
No alpendre de colmo armado.
Um leve murmúrio, brota da fonte
De pedra…mesmo ao lado.
Momento perfeito;
Hora sagrada.
E o livro eleito
Conta a jornada.
Fábulas
De animais da floresta.
Lendas
De fantasmas e fadas.
Histórias
Do vilão que não presta;
Memórias
De princesas encantadas.
E corro até ao infinito,
Embalada num sonho á pressa.
E o livro que trago comigo,
Faz questão que não me esqueça.
Mostra-me o mundo do faz-de-conta;
Mostra-me o sol na escuridão;
E a moral de cada história,
É ensinamento p’ró coração.
 
O sol desce no horizonte;
Este horizonte que vou perdendo.
Oiço novamente a fonte,
Nas palavras que vou bebendo.
E folheio páginas e páginas,
De vidas, que não a minha;
Livro aberto, de alegrias e mágoas;
Da páginha seguinte, que se avizinha.
 
Faço do branco a cor,
Da planície, o relevo.
Peito aberto ao amor,
Das palavras que nele escrevo.
Páginas em branco,
Arco-Íris de histórias coloridas;
Páginas marcadas de pranto,
Das memórias nelas contidas.
 
É assim, o meu companheiro…
É assim, o meu amigo secreto…
Livro de vidas, da minha vida;
Diário de um mundo perfeito.
Uma página nova cada dia,
Faz da vida o alvorecer.
Mil e uma páginas de magia,
Que o livro nos faz viver…
 
 
Maria Leão
20/04/2010
 
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