Ciranda poética “Olhares que se cruzam…” – PARTICIPANTES

 

Meu olhar cruzou o teu
nas margens de um rio morto
Rio de aguas paradas
palavras
só nos lábios desenhadas
…de vidas desencontradas
Minha alma
foi ela, que te procurou
quando os olhos se cruzaram
e o amor despontou
nas margens deste rio
que a distancia amordaçou
E agora
meu corpo que é madrugada
no teu que já entardeceu
Rio, sem ponte, só lama
na vida, que aos poucos murchou
quando eu era primavera
e o nosso olhar se cruzou

Angelina Andrade

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Olhares que se cruzam

Pequenos sinais

Fracções de segundo

Eternos demais

São o suficiente

E a vida muda

Muda o nosso mundo

É tudo diferente

A alma desnuda

Meus olhos são dois vadios

Desde o dia que partiste

Olhos grandes, quase rios

Alma minha

Em fado triste


Vitório Gil

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Num dia de chuva, ela suspirou, pelo tempo se escoava em cada gota de água
E no meio do bulício de uma cidade sem coração, sentiu um olhar preso no seu
Virou a cabeça, num movimento interrogativo e inquieto pelo que a chamava

E os seus olhares cruzaram-se…No meio da chuva que encharcava o seu corpo
E inundava a sua alma… Um olhar fez renascer algo dentro dela e ela sorriu…
Aquele olhar que cruzou o dela, devolveu-lhe um pouco do brilho perdido

 

E no meio de uma vida sem vida, há olhares que se cruzam, como raios de luz
Que atravessam um quarto escuro, fechado pela desilusão pelas esperanças vãs
Há olhares que se cruzam, que nos amparam a queda no abismo da solidão

Aquele olhar perdeu-se no meio da multidão que encobriu aquele rasto
Mas aquele cruzar de olhares não abandonou mais aquela alma perdida
Inspirou fundo e avançou com passos resolutos para lutar pelos seus sonhos…

Carolina Lemos

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Cruzei a vida pensando
Que nada vi para guardar
Teimei e continuei andando
…E sem ninguém para amar.

Duas luzes que explodem
Faz minha alma acordar
Brilhos quase que fogem
De quem esqueceu de olhar.

São olhares que se cruzam
E de tanto amor se acusam
De sonhar ambos abusam
Desse amor não se escusam.

Denise Figueiredo

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Olhares que se cruzam
…&
Caio no choro das folhas
quando chorando me abordas
ou feliz, tu não me olhas
………
fico triste
….
metade de mim fica
um pouco

em muito já limitado
… …
este pouco é incerto
e não tenho a outra metade
estou mais que incompleto

se feliz tu não me olhas
como no Outono
caio no choro das folhas
… …

 e sinto-me árvore despida
das folhas que me tapavam
quando outrora era sombra
e a brisa que te refrescavam
….
agora árvore despida
no inverno que se avizinha
procuro poisio no sono
… …
a ultima folha caída
numa lágrima de Outono
… …
e nestes olhares que se cruzam
de duas estações incertas
queremos voltar primavera

árvore de folhas cobertas

Angelina Andrade & Luís Lima

(Não sujeito a votação)

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Agradecemos ao júri do mês de Outubro

*

Céu Rosário

http://ceurosario.wordpress.com/

 

*

Fátima Pereira

facebook.com/fatima.pereira2

 

*

Maria José Lacerda
 
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