Continuação

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Ciranda poética “Olhares que se cruzam… ” – VENCEDORES

 

 

Meu olhar cruzou o teu
nas margens de um rio morto
Rio de aguas paradas
palavras
só nos lábios desenhadas
…de vidas desencontradas
Minha alma
foi ela, que te procurou
quando os olhos se cruzaram
e o amor despontou
nas margens deste rio
que a distancia amordaçou
E agora
meu corpo que é madrugada
no teu que já entardeceu
Rio, sem ponte, só lama
na vida, que aos poucos murchou
quando eu era primavera
e o nosso olhar se cruzou

Angelina Andrade

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 

 

Olhares que se cruzam

Pequenos sinais

Fracções de segundo

Eternos demais

São o suficiente

E a vida muda

Muda o nosso mundo

É tudo diferente

A alma desnuda

Meus olhos são dois vadios

Desde o dia que partiste

Olhos grandes, quase rios

Alma minha

Em fado triste

 

Vitório Gil

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 

Num dia de chuva, ela suspirou, pelo tempo se escoava em cada gota de água
E no meio do bulício de uma cidade sem coração, sentiu um olhar preso no seu
Virou a cabeça, num movimento interrogativo e inquieto pelo que a chamava

E os seus olhares cruzaram-se…No meio da chuva que encharcava o seu corpo
E inundava a sua alma… Um olhar fez renascer algo dentro dela e ela sorriu…
Aquele olhar que cruzou o dela, devolveu-lhe um pouco do brilho perdido

 

E no meio de uma vida sem vida, há olhares que se cruzam, como raios de luz
Que atravessam um quarto escuro, fechado pela desilusão pelas esperanças vãs
Há olhares que se cruzam, que nos amparam a queda no abismo da solidão

Aquele olhar perdeu-se no meio da multidão que encobriu aquele rasto
Mas aquele cruzar de olhares não abandonou mais aquela alma perdida
Inspirou fundo e avançou com passos resolutos para lutar pelos seus sonhos…


 


Carolina Lemos

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

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Ciranda poética “Olhares que se cruzam…” – PARTICIPANTES

 

Meu olhar cruzou o teu
nas margens de um rio morto
Rio de aguas paradas
palavras
só nos lábios desenhadas
…de vidas desencontradas
Minha alma
foi ela, que te procurou
quando os olhos se cruzaram
e o amor despontou
nas margens deste rio
que a distancia amordaçou
E agora
meu corpo que é madrugada
no teu que já entardeceu
Rio, sem ponte, só lama
na vida, que aos poucos murchou
quando eu era primavera
e o nosso olhar se cruzou

Angelina Andrade

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

Olhares que se cruzam

Pequenos sinais

Fracções de segundo

Eternos demais

São o suficiente

E a vida muda

Muda o nosso mundo

É tudo diferente

A alma desnuda

Meus olhos são dois vadios

Desde o dia que partiste

Olhos grandes, quase rios

Alma minha

Em fado triste


Vitório Gil

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

Num dia de chuva, ela suspirou, pelo tempo se escoava em cada gota de água
E no meio do bulício de uma cidade sem coração, sentiu um olhar preso no seu
Virou a cabeça, num movimento interrogativo e inquieto pelo que a chamava

E os seus olhares cruzaram-se…No meio da chuva que encharcava o seu corpo
E inundava a sua alma… Um olhar fez renascer algo dentro dela e ela sorriu…
Aquele olhar que cruzou o dela, devolveu-lhe um pouco do brilho perdido

 

E no meio de uma vida sem vida, há olhares que se cruzam, como raios de luz
Que atravessam um quarto escuro, fechado pela desilusão pelas esperanças vãs
Há olhares que se cruzam, que nos amparam a queda no abismo da solidão

Aquele olhar perdeu-se no meio da multidão que encobriu aquele rasto
Mas aquele cruzar de olhares não abandonou mais aquela alma perdida
Inspirou fundo e avançou com passos resolutos para lutar pelos seus sonhos…

Carolina Lemos

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

Cruzei a vida pensando
Que nada vi para guardar
Teimei e continuei andando
…E sem ninguém para amar.

Duas luzes que explodem
Faz minha alma acordar
Brilhos quase que fogem
De quem esqueceu de olhar.

São olhares que se cruzam
E de tanto amor se acusam
De sonhar ambos abusam
Desse amor não se escusam.

Denise Figueiredo

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

Olhares que se cruzam
…&
Caio no choro das folhas
quando chorando me abordas
ou feliz, tu não me olhas
………
fico triste
….
metade de mim fica
um pouco

em muito já limitado
… …
este pouco é incerto
e não tenho a outra metade
estou mais que incompleto

se feliz tu não me olhas
como no Outono
caio no choro das folhas
… …

 e sinto-me árvore despida
das folhas que me tapavam
quando outrora era sombra
e a brisa que te refrescavam
….
agora árvore despida
no inverno que se avizinha
procuro poisio no sono
… …
a ultima folha caída
numa lágrima de Outono
… …
e nestes olhares que se cruzam
de duas estações incertas
queremos voltar primavera

árvore de folhas cobertas

Angelina Andrade & Luís Lima

(Não sujeito a votação)

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

Agradecemos ao júri do mês de Outubro

*

Céu Rosário

http://ceurosario.wordpress.com/

 

*

Fátima Pereira

facebook.com/fatima.pereira2

 

*

Maria José Lacerda
 
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Ciranda Poética – “Livro” – VENCEDORES

 
 
O virar da página
Não sei se vim á vida para sonhar..
Minhas raízes mais profundas
Obrigam-me á lembrança das palavras
Mesmo sendo léves suas folhas
Prefiro-me reiniciar-me de novo
Num campo de lírios e flores sélvagéns.
Onde me sinto selvagém
Para me encher de sua alma
Para me povoar de ternura
Simplesmente quero vêr de frente
A verdade das simples palavras e pequenas coisas
Desloco-me para tudo vêr
Levando meu olhar
A um principio infinitamente retomado
Ganhei sorrisos e vozes
Que me habitavam silênciosamente
Entre o livro e a folha
Quero sêr poésia
Eu te desfolhei
E nada te pedi
Somente meu poêma és tu
Vóz lírica de minha poésia
 
Autoria de Anita de Castro
 
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 
 

Livro

Gostava de aqui deixar

Um livro que ninguém leu

De fantasias ou realidades

Que ainda ninguém escreveu

E se escritora eu fosse

Se eu soubesse escrever

Escreveria algo de belo

Para ti que me estas a ler

Escreveria que no mundo

Todas as crianças têm pão

Que todas são iguais

Com amor e educação

E que todas são respeitadas

E criadas com dedicação

Escreveria sobre os velhinhos

Com verdade e rigor

E que até ao dia da morte

São tratados com amor

Diria que nos hospitais

Não são nunca abandonados

E que em muitos lares

Não são nunca maltratados

Diria que os animais

Na verdade são nossos amigos

E tantas vezes são tratados

Como se fossem castigos

Diria que a pobreza, é algo já do passado

E que por trás de muito lar

Vive o pobre envergonhado

E tanta coisa diria, se eu soubesse escrever

O novo livro da vida, para ti, que me estas a ler

Angelina Andrade

 
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 
 

O LIVRO E MEU IRMÃO

 

Eu o fitava de longe…

O barulho em sua volta não o incomodava.

Solitário, sentado com um livro nas mãos.

Percebia o prazer com que ele bebia as palavras.

 

Ele, em alguns momentos, ria solto.

Em outros, silenciosamente, o livro fechava.

Quieto, seus olhos fitavam o nada.

Dava-me a impressão que longe ele estava.

 

Por ele, os livros não eram lidos e sim, devorados.

Em uma paradoxal e ardente devoção.

Livros amados depois de lidos eram trocados,

Na sua sede de aventura e informação.

 

Eu, curiosa criança não entendia,

Qual o sortilégio que nos livros existia.

Que o deixava imune ao calor e ao frio.

E o mantinha absorto, lendo por horas a fio.

 

Fui à escola, aprendi a ler.

E, finalmente, pude entender

O que acontecia ao meu irmão,

Quando um livro ele tinha em suas mãos.

 

O livro é o alimento da alma,

Alimenta a mente e a emoção.

Proporciona viagens, sem sair de casa.

É entretenimento, é cultura, é instrução.

 

Dedico este poema ao meu irmão mais velho (Aparecido) que foi o responsável pelo meu gosto pela leitura.

 Rosangela

 
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 

Os nossos agradecimentos ao Júri do mês de Abril 

 

Aleatoriamente escolhido entre os amigos de Rascunhos & Sentimentos :

 

 

 

eEUcomISSO Tassio Bruno  

http://treeegggs.spaces.live.com/

 

JUDDY FRANCESCO

 http://mizijuju.spaces.live.com/

 

 LUA PEREGRINA

http://cid-c5f53782cb5c55e5.spaces.live.com/

 
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Ciranda Poética – “Livro” – Participantes

 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 

O livro

Abrem -se livros  de historias e de pura ilusão

Páginas completas transparentes e marcantes

Páginas saltitantes em cada mão,

Páginas soltas ou pura delicada página fechada.

Livro fantástico onde se recolhe folhas em branco…

Transbordam palavras que virão completar a obra.

Livro diz-me que o teu espaço, vazio

Está todo por alugar,

E que Tens fome de palavras  nas tuas páginas singelas

E o escritor tem sede de  as escrever, deixado -te as palavras mais belas.

Te vestindo com a historia que a vida

Lhes habituou a contar.

Assim relatas um poeta ou escritor… que aluga as ideias feitas,

Talham-se as tuas palavras no seio das letras,

Na obra do poeta foram deixadas,

As mais  belas escrituras e por palavras foram consagradas.

Que nos dirás nas tuas entrelinhas?

Que te perseguem e não te estimam…

Ficas arrumado num canto de uma estante…

Todos passam por ti e ninguém te vê.

Fascina-me o mistério do teu rosto sem nome,

Em uma obra deixada por ti

Nas entrelinhas de quem lê.

 

02-04-2010

16h10m

Autoria… Elsa.M

 

°*•.,¸¸.•*°

O meu livro
 

Um livro com muitas folhas
em multicores com sombras e reflexos
histórias repletas de sorrisos
lágrimas salgadas rugas vincadas.

As páginas descamisadas
contam marcas do tempo
que sonhei ou vivi,
dos sonhos tornados realidade
da realidade sonhada.

Um velho caderno sem valor
com páginas em branco
na vida por contar,
aquela que escondida está
por de trás do horizonte
onde o olhar presente
não pode alcançar,
na ponta do arco-íris
onde se esconde o tesouro
que falta encontrar.

O meu livro é tão-somente
o diário inacabado
da vida no retrato guardado
do passado aprendido.

 

Ana Coelho

 

°*•.,¸¸.•*°

 

Livro

Gostava de aqui deixar

Um livro que ninguém leu

De fantasias ou realidades

Que ainda ninguém escreveu

E se escritora eu fosse

Se eu soubesse escrever

Escreveria algo de belo

Para ti que me estas a ler

Escreveria que no mundo

Todas as crianças têm pão

Que todas são iguais

Com amor e educação

E que todas são respeitadas

E criadas com dedicação

Escreveria sobre os velhinhos

Com verdade e rigor

E que até ao dia da morte

São tratados com amor

Diria que nos hospitais

Não são nunca abandonados

E que em muitos lares

Não são nunca maltratados

Diria que os animais

Na verdade são nossos amigos

E tantas vezes são tratados

Como se fossem castigos

Diria que a pobreza, é algo já do passado

E que por trás de muito lar

Vive o pobre envergonhado

E tanta coisa diria, se eu soubesse escrever

O novo livro da vida, para ti, que me estas a ler

Angelina Andrade

°*•.,¸¸.•*°

 

 

O livro da vida

 

Tem folhas de sonhos perdidos

Páginas e páginas de verdades

Partidas, despedidas e saudades

Prantos, sorrisos e vontade de viver

Cantos e orações a cada momento vivido

Tem o passado como futuro tão presente

Histórias renovadas a cada amanhecer

Retalhos soltos… desalinhados…

Que em desordem se completam estranhamente

Tem espelhos e horizontes de cetim

Tem amor, emoções e beijos sem fim

É de cristal ou de qualquer tela amarelecida

É simplesmente o relato de uma vida

 

♣ Ąηηα ♣

°*•.,¸¸.•*°

 

O LIVRO E MEU IRMÃO

 

Eu o fitava de longe…

O barulho em sua volta não o incomodava.

Solitário, sentado com um livro nas mãos.

Percebia o prazer com que ele bebia as palavras.

 

Ele, em alguns momentos, ria solto.

Em outros, silenciosamente, o livro fechava.

Quieto, seus olhos fitavam o nada.

Dava-me a impressão que longe ele estava.

 

Por ele, os livros não eram lidos e sim, devorados.

Em uma paradoxal e ardente devoção.

Livros amados depois de lidos eram trocados,

Na sua sede de aventura e informação.

 

Eu, curiosa criança não entendia,

Qual o sortilégio que nos livros existia.

Que o deixava imune ao calor e ao frio.

E o mantinha absorto, lendo por horas a fio.

 

Fui à escola, aprendi a ler.

E, finalmente, pude entender

O que acontecia ao meu irmão,

Quando um livro ele tinha em suas mãos.

 

O livro é o alimento da alma,

Alimenta a mente e a emoção.

Proporciona viagens, sem sair de casa.

É entretenimento, é cultura, é instrução.

 

Dedico este poema ao meu irmão mais velho (Aparecido) que foi o responsável pelo meu gosto pela leitura.

 

Rosangela

°*•.,¸¸.•*°

 

O virar da página
Não sei se vim á vida para sonhar..
Minhas raízes mais profundas
Obrigam-me á lembrança das palavras
Mesmo sendo léves suas folhas
Prefiro-me reiniciar-me de novo
Num campo de lírios e flores sélvagéns.
Onde me sinto selvagém
Para me encher de sua alma
Para me povoar de ternura
Simplesmente quero vêr de frente
A verdade das simples palavras e pequenas coisas
Desloco-me para tudo vêr
Levando meu olhar
A um principio infinitamente retomado
Ganhei sorrisos e vozes
Que me habitavam silênciosamente
Entre o livro e a folha
Quero sêr poésia
Eu te desfolhei
E nada te pedi
Somente meu poêma és tu
Vóz lírica de minha poésia
 
Autoria de Anita de Castro
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 
Sei de mim num livro ainda por escrever.
 
 
As palavras que me descrevem são tão simples
que se perderiam neste rio onde navego,
queria fazê-las ser barco
 e andar a deriva pelas levadas dos meus sonhos
 e atracar num mar de significados
que me poderiam reinventar.
Ai seria livro ,uma historia de encantar.
há ! este rio em que me estendo
livro aberto ainda em branco,
sulcos cravados na folha virgem ,
metáforas vivas do meu ser.
palavras em sentimentos
deixdas ao todos que quisessem ler.
Seria um romance das vidas já vividas
 ,um conto fantástico das vidas por viver.
E seria um longo caminho
 onde estenderia as pétalas da minha poesia,
sonhos feitos palavras descrição de alma que se procura.
 
São Gonçalves
 
 
°*•.,¸¸.•*°
 
 

Páginas vazias,

Páginas intensamente preenchidas…

são o livro da minha vida

Livro sem grande pretensão

Ditado pela alma

Escrito com o coração

Com toda a verdade de ser

E de estar

Amar sem limites

Querer e sonhar

Neste livro singelo,

De batalhas travadas uma a uma

Estão ainda as folhas em branco

Do tempo vindouro

Que fará a conclusão

Que eu quero que seja

Escrita a tinta de ouro

 

Liz

°*•.,¸¸.•*°

UM LIVRO EM BRANCO
 
 
O sol, desce no horizonte,
No alpendre de colmo armado.
Um leve murmúrio, brota da fonte
De pedra…mesmo ao lado.
Momento perfeito;
Hora sagrada.
E o livro eleito
Conta a jornada.
Fábulas
De animais da floresta.
Lendas
De fantasmas e fadas.
Histórias
Do vilão que não presta;
Memórias
De princesas encantadas.
E corro até ao infinito,
Embalada num sonho á pressa.
E o livro que trago comigo,
Faz questão que não me esqueça.
Mostra-me o mundo do faz-de-conta;
Mostra-me o sol na escuridão;
E a moral de cada história,
É ensinamento p’ró coração.
 
O sol desce no horizonte;
Este horizonte que vou perdendo.
Oiço novamente a fonte,
Nas palavras que vou bebendo.
E folheio páginas e páginas,
De vidas, que não a minha;
Livro aberto, de alegrias e mágoas;
Da páginha seguinte, que se avizinha.
 
Faço do branco a cor,
Da planície, o relevo.
Peito aberto ao amor,
Das palavras que nele escrevo.
Páginas em branco,
Arco-Íris de histórias coloridas;
Páginas marcadas de pranto,
Das memórias nelas contidas.
 
É assim, o meu companheiro…
É assim, o meu amigo secreto…
Livro de vidas, da minha vida;
Diário de um mundo perfeito.
Uma página nova cada dia,
Faz da vida o alvorecer.
Mil e uma páginas de magia,
Que o livro nos faz viver…
 
 
Maria Leão
20/04/2010
 
°*•.,¸¸.•*°

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Ciranda Poética – “O meu Jardim Secreto” – Vencedores

 
 
 

O meu jardim secreto

 

Pela resplandecente madrugada

Eu me embrenho

Nos jardins secretos da minha alma

Onde colho bouquets de estrelas

Amarrados por brilhantes raios de luar

Passeio por trilhos de emoção,

Paro … e começo a ouvir o eco

Da inquietante voz do silencio

Que traz até mim fragmentos

De um poema de amor e dor

Um poema que eu quero

Apagar e voltar a escrever

Sem reticencias …

Sem pontos de interrogação

Apenas com letras

Do alfabeto do coração,

Com caneta de tinta transparente

Sobre a água do lago de nenúfares

Mesmo ao fundo do jardim secreto

Em que repousa a minha alma

 

Liz

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 
 
 
 
O meu Jardim Secreto
 
 

O meu jardim de sonho

Está povoado de amigos e amores

Lindas flores depositadas na minha mão

Em pequeninas sementes de coração

Que a curiosidade me levou a cuidar

E assistir ao seu desabrochar

Eis que surgiram lindas flores

De todas as cores

Com os mais diversos odores

Colhi carinho e ternura

Amizade pura

Juntei-as todas

Formei o mais belo jardim

E agora passo meus dias assim…

Qual borboleta de flor em flor

Distribuindo sementinhas de amor. 

♣ Ąηηα ♣

http://pandorapt32.spaces.live.com/

 

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 
 
 

O Meu Jardim Secreto

  

É o meu avesso.

Nele não há pedra de tropeço

Jardim retido por dentro, no entanto

Eu o sinto tão liberto!

É meu lugar pra descansar após a lida

Das fadigas de esperar

Um amor p’ra a minha vida…

De esquecer o dedo em riste

De quem gosta de acusar

De poder mexer na terra

Dos canteiros de Saudades

Colher lírios de Lembranças 

Em silêncio triste.

É ali que a lágrima é ligeira

Por ser passageira

Sentir a brisa que cicia

Nos ouvidos da ramada

Quando vem adornada de alegria  

Nunca maculada, pois, desde o seu nascimento

Está revestida de alento

Coberto de Heras esse jardim

Mais secreto se faz ainda

Ao me trazer aromas de jasmim

Que perfumam o meu Ser desde muitas Eras…

Quando é tempo de Primavera

São as rosas antálgicas que me curam

A ansiedade da véspera.

Abatida em meu horto

Hortênsias transmutam as mágoas

Em Oasis de reconforto

Mas, do meu jardim, são as quedas d’águas

Que me ensinam a extrair forças

Das inevitáveis quedas minhas

O meu secreto jardim e eu  

Temos a mesma face, simplesmente:

Tanto semeamos quanto florescemos

Tardiamente! 

 Simplesmente Lu…( Maria Lucia)

 

http://sementepreciosamelrilu16.spaces.live.com/

 

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 
 

Jardim secreto

 

No coração da vida,

Lá se encontra um jardim secreto,

É o meu deslumbramento num recanto fechado

um lugar  da beleza escondida.

Mas o tempo passado,

É sempre bem empregado,

Cada planta que nasce será sempre enriquecida.

 

Meu jardim secreto,

Te dou ao sol e a lua eles te conhecem ao pormenor,

És filho de um só tempo numa linda história de amor.

És a historia que me limita,

Onde me segue o tempo por  dentro e fora

És flor no coração da vida

No tempo que sou agora.

 

Um jardim abandonado não é…

Senão mais que espinhos.

Tu… meu jardim secreto

Minha fonte pessoal e reservada,

Onde eu estou a vontade para expandir a liberdade,

E onde me posso abrigar da tempestade.

 

Meu jardim secreto e reservado,

Tu tens frescura e encanto do paraíso.

Tens perfume raro e delicado…

Onde me posso perfumar

E deixando e noite me embalar devagar.

 

Fecho meus olhos neste coração da vida

Onde se encontra o meu jardim secreto

Num tempo que me segue por dentro e fora,

És filho de um só tempo

Onde  guardo a nossa historia.

 

11-03-2010

11h36m

Autoria…Elsa.M

 

http://elsinhanunes.spaces.live.com/

 

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 
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Ciranda Poética – “O meu Jardim Secreto” – Participantes

 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

O meu jardim…secreto ?
 
 

Algures na minha memoria

Ergui o meu jardim secreto

Jardim dos sonhos

Onde a realidade se tornava discreta

Quase invisível pois desconhecida…

Aqueles foram tempos

De sublimes momentos

Ressentidos como únicos lugares d’existência…

 Lembranças da infância

Suaves como seda

Ricas como a terra

Límpidas como a água

Momentos que agem

como mata borrão das desgraças …

 

Pureza dos pensamentos

Mundo da imaginação

Margens da inconsciência…

 

Época magica em memoria

vivia-se o tempo sem contratempos…

 Porque para mim,  viver

Não é uma questão de tempo

Unicamente de momentos…

 

©Moi-Même
 
 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 

O meu Jardim Secreto
 

O meu jardim de sonho

Está povoado de amigos e amores

Lindas flores depositadas na minha mão

Em pequeninas sementes de coração

Que a curiosidade me levou a cuidar

E assistir ao seu desabrochar

Eis que surgiram lindas flores

De todas as cores

Com os mais diversos odores

Colhi carinho e ternura

Amizade pura

Juntei-as todas

Formei o mais belo jardim

E agora passo meus dias assim…

Qual borboleta de flor em flor

Distribuindo sementinhas de amor. 

♣ Ąηηα ♣

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

O meu jardim secreto

 

Pela resplandecente madrugada

Eu me embrenho

Nos jardins secretos da minha alma

Onde colho bouquets de estrelas

Amarrados por brilhantes raios de luar

Passeio por trilhos de emoção,

Paro … e começo a ouvir o eco

Da inquietante voz do silencio

Que traz até mim fragmentos

De um poema de amor e dor

Um poema que eu quero

Apagar e voltar a escrever

Sem reticencias …

Sem pontos de interrogação

Apenas com letras

Do alfabeto do coração,

Com caneta de tinta transparente

Sobre a água do lago de nenúfares

Mesmo ao fundo do jardim secreto

Em que repousa a minha alma

 

Liz

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O Soneto Ébrio
– pela Luz, das Flores

Às vezes, ao cheirar as rosas
neste canteiro, sinto uma doce dança
dos corpos ao meu lado, pela fragrância
intensa de pungência candorosa

do sol talvez, por sobre minha mente
ou ainda da imensa distancia
d’agua jorrando límpida da fonte
tornando-se um prisma de cores, que encanta!

Neste enleio o qual, deixa-me ébrio
Vejo a beleza deste canteiro, belo
perfumado em rosas cintilantes, maviosas

Posto o bailar das flores candorosas
junto as cores d’agua, primorosa
é esta visão, como o brilhar de estrelas no universo.

Aqui o Link para ver no Recanto.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado
crédito ao autor original (Cite o nome do autor "Tassio Bruno F. Silva"
e o seu Pseudonimo "O Presbitero" junto ao link para o email "darkest_lost@hotmail.com").
Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 
PERFEIÇÃO DE LAÇOS
 
 
 
Sentir o cheiro do mar,
Naquelas noites de luar,
Num banho de céu estrelado.
Areia na planta dos pés,
Que vão e voltam com as marés,
Sintonia de um abraço apertado.
 
Sentir a brisa na face,
Sol e Lua em enlace,
Cúmplices que a natureza afaga.
E do mar que dorme na areia,
Fala apenas a Lua Cheia,
De um amor que o tempo não apaga
 
Almas sem corpo ou voz,
Perdidas em todos nós,
Néctar do firmamento.
Histórias que a história não fala,
Histórias que o coração cala,
Receoso do desalento.
 
Sentir a brisa no jardim em flor,
Plantado de Margaridas de amor,
Num quadro de um pintor louco.
Sentir que num momento fugaz,
Somos banhados de paz,
Numa entrega…pouco a pouco.
 
São Jardins Secretos
Em espaços perfeitos
De vidas em flor.
Rosas, Lírios ou Jasmim,
Que vão do branco ao carmim,
Na mais perfeita história de amor.
 
 
 
Maria Leão
08/03/2010
 

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

 

 

Jardim secreto

 

No coração da vida,

Lá se encontra um jardim secreto,

É o meu deslumbramento num recanto fechado

um lugar  da beleza escondida.

Mas o tempo passado,

É sempre bem empregado,

Cada planta que nasce será sempre enriquecida.

 

Meu jardim secreto,

Te dou ao sol e a lua eles te conhecem ao pormenor,

És filho de um só tempo numa linda história de amor.

És a historia que me limita,

Onde me segue o tempo por  dentro e fora

És flor no coração da vida

No tempo que sou agora.

 

Um jardim abandonado não é…

Senão mais que espinhos.

Tu… meu jardim secreto

Minha fonte pessoal e reservada,

Onde eu estou a vontade para expandir a liberdade,

E onde me posso abrigar da tempestade.

 

Meu jardim secreto e reservado,

Tu tens frescura e encanto do paraíso.

Tens perfume raro e delicado…

Onde me posso perfumar

E deixando e noite me embalar devagar.

 

Fecho meus olhos neste coração da vida

Onde se encontra o meu jardim secreto

Num tempo que me segue por dentro e fora,

És filho de um só tempo

Onde  guardo a nossa historia.

 

 

11-03-2010

11h36m

Autoria…Elsa.M

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O meu jardim secreto

Muro alto com tranca no portão

Esconde o meu jardim secreto.

Cultivado dentro do coração,

Protegido de olhares indiscretos.

 

Seu primeiro jardineiro foi o amor

Que o cultivou e o deixou muito florido.

O jardineiro logo partiu, levou do jardim o seu vigor.

Murcharam as flores, pela tristeza foi invadido.

 

Sem perfume e sem cor

Sem lirios, dálias e jasmins.

Sem ser cultivado pelo amor,

Ficou feio e sem vida o meu jardim.

 

Dos ramos sem vida pendiam secas flores.

Dos pássaros não se ouvia mais o alegre canto.

Em busca de outros jardins foram-se os beija-flores.

Só a chuva de prantos que em profusão caia em cântaros.

 

Passou o tempo secou o pranto.

Refiz o meu jardim, plantei mudas de esperança.

Nele floreceu amores-perfeitos como por encanto.

No meu jardim secreto, eu voltei a ser criança…

 

Rosangela

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No meu jardim secreto

 

No meu jardim secreto

Nascem flores

De muitas cores,

Nascem orquídeas,

Nascem rosas…

Nascem poesias,

Nascem prosas.

 

No meu jardim secreto

Cantam os passarinhos,

No aconchego dos seus ninhos,

Canções de saudade,

Canções de amor…

Cantam para alegrar a tristeza,

Cantam para adormecer a dor!…

 

No meu jardim secreto

Planto sonhos e fantasias…

Colho tristezas e alegrias.

Passeio entre canteiros de momentos,

Respiro o aroma

Dos mais variados sentimentos.

 

No meu jardim secreto,

Onde eu vivo a sonhar…

Há alguém que nunca partiu,

Há alguém que um dia vai voltar!…

 

Dina Rodrigues

 

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O Meu Jardim Secreto

  

É o meu avesso.

Nele não há pedra de tropeço

Jardim retido por dentro, no entanto

Eu o sinto tão liberto!

É meu lugar pra descansar após a lida

Das fadigas de esperar

Um amor p’ra a minha vida…

De esquecer o dedo em riste

De quem gosta de acusar

De poder mexer na terra

Dos canteiros de Saudades

Colher lírios de Lembranças 

Em silêncio triste.

É ali que a lágrima é ligeira

Por ser passageira

Sentir a brisa que cicia

Nos ouvidos da ramada

Quando vem adornada de alegria  

Nunca maculada, pois, desde o seu nascimento

Está revestida de alento

Coberto de Heras esse jardim

Mais secreto se faz ainda

Ao me trazer aromas de jasmim

Que perfumam o meu Ser desde muitas Eras…

Quando é tempo de Primavera

São as rosas antálgicas que me curam

A ansiedade da véspera.

Abatida em meu horto

Hortênsias transmutam as mágoas

Em Oasis de reconforto

Mas, do meu jardim, são as quedas d’águas

Que me ensinam a extrair forças

Das inevitáveis quedas minhas

O meu secreto jardim e eu  

Temos a mesma face, simplesmente:

Tanto semeamos quanto florescemos

Tardiamente!

 

 Simplesmente Lu…( Maria Lucia)

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O Meu Jardim Secreto
 
Nem a profundeza do tempo
Nem a tirania da paixão
Tão pouco o insensível desprezo
Vai tirar-me a razão.
 
Sou o gravitar do amor.
Com todos os matizes e cores
Perfumes em todas as flores
Do teu jardim secreto.
 
Quando fechares os olhos
Serei eu habitando as vielas tua?
Quando olhares o céu eu serei o teu anelo?
Isso pelo muito que te quero.
 
Minha alma quer enfeite,
Não há flor que não lhe deite.
São desse amor manifesto
É o meu jardim secreto.
 
Denise Figueiredo
 

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Os nossos agradecimentos ao Júri do mês de Março 

 

Aleatoriamente escolhido entre os amigos de Rascunhos & Sentimentos

 

Anita de Castro
 
 
 
Céu
 
 
 
Maria Isabel Soares
 
http://cid-f0864842a675d297.spaces.live.com/
 

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