Ciranda poética – “O desassossego do poeta” – Vencedores

 

O Desassossego do Poeta

 

Eu queria compreender-te a alma, poeta!

Conhecer a tua desmedida ânsia de amar

Vislumbrar o mundo onde habita

A tua alma inquieta…

Imaginei que pudesse humanizar o divino

Que existe em tua veia pulsante

Trazer-te para o chão um só instante

Pra escutar de perto

A cítara que vibra em teu coração

Sondar-te os arcanos insondáveis

No sagrado momento

Em que recolhes do cotidiano

Doces rastros de sorrisos e lágrimas

Retalhos anônimos de faces sem nomes

Para compor teus poemas-canções…

Parece-me captar as ondas

Das emoções que carregas em segredo

Misto de prazer e medo

Sob o véu do teu aconchego

Escravo e senhor. Dominado e dominador

Onde recuperas pedaços de amores antigos

Assim, é poeta, o teu mundo em desassossego

Poesia destravada de incoerência e paixão

Labareda esquiva atirada a esmo

Capaz de incendiar livre

O mundo de fora

Tão cheia de ti mesmo!

 

Simplesmente Lu…(Maria Lucia)

 

http://sementepreciosamelrilu16.spaces.live.com/

 

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MEU DESASSOSSEGO

 

Divago visão perdida no horizonte.

Sentimentos soltos, em ebulição.

Busco palavras que façam uma ponte

Entre o pensamento e o que vai ao coração.

 

Vivo num mundo que parece irreal

Onde tudo é diferente e bonito.           

Vejo além do que chamam de “normal”

Meu mundo nas rimas vai descrito.

 

Neste mundo de beleza sem igual

Que só tem vida na mente sonhadora.

A realidade o atravessa qual punhal

É força imponente e devastadora.

 

Nesta dualidade vivo este conflito

Que rouba sem dó o meu sossego.

Nos versos meu mundo eu limito

A realidade vai sendo o meu degredo.

 

Só a poesia traz-me a serenidade

E põe fim a este meu desassossego.

Concilia o sonho com a realidade

A escorrer em rimas pelos dedos.

 

Rosangela

 

http://sonhoseestrelas.spaces.live.com/

 

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Desassossego do poeta

 

Por entre linhas escreves, e teus dedos sufocas,

Em granando e traçando o teu desassossego de poeta.

Linhas simples, e esboçando cada página,

Salientada de películas de cor negra.

Poeta! teu desassossego é tanto que nem as palavras se conseguem conter

No universo de páginas por escrever.

Teus desabafos são caminhos por , onde escoas as pedras,

Que se cruzam nas mais directas linhas das tuas páginas.

Ficção ou realidade! Apenas sente por entre dedos o prazer de escrever,

Enquanto eu te leio e fico imaginado o teu desassossego de poeta.

Poeta desassossegado onde te chamam alma de mistério,

Increpado ou ousado mas nunca das palavras afastado.

A tua mão sustenta as páginas em branco e o teu coração sustenta o meu prazer de ler.

Palavras curtas, longas, repassadas ousadas ou palavras salientadas.

Ó poeta desassossegado! Que te isolas no mundo a parte,

Desnudas teu corpo, teus desejos teus anseios e devaneios,

Dando vida a tua obra de arte

Escrevendo todos os dias sem pudor

Como se fizesses amor.

 

 

03-02-2010

14h23m

Autoria… Elsa.M

 

http://elsinhanunes.spaces.live.com/

 

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Ciranda Poética – “O desassossego do poeta” – Participantes

Desassossego

 

Hoje estou entregue aos pensamentos

Ao desassossego que me provocam

Esforço-me por perceber que dor é esta

Que povoa a minha mente e sentimentos

 

Que pontada é esta que me fere o peito?

Que me corrói a cada dia que passa

Que me angustia a cada dia

Fazendo as lágrimas rolar no meu rosto

 

Quero ter forças para gritar

Para me libertar desta dor

E deixar de me angustiar…

E não mais sentir este meu desassossego…

 

Alexandra Ribeiro

 

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Desassossego

 

Não consigo acalmar

O que tenho dentro da alma

No cenário nada muda…

Mas dói.

Oh meu Deus…

Sinto que me abandonaste

Confesso o desassossego

Por vezes o desespero

Domina-me…

A impaciência

Toma conta de mim

Vejo nuvens escuras

De formas indecifráveis

Atravessando a floresta

Negra como a noite.

Fecho os olhos

E a escuridão

Toma conta de mim

Sinto-me perdida… julgo

Que estou enlouquecer.

Entre o espaço

E o tempo

Tudo parece surreal

E no quarto sinto

O frio da solidão.

 

Melodie M M

 

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O Desassossego do Poeta.

A noite caída, no meu interior,
O meu coração morre de morte silenciosa,
Um espelho cinzento como único cúmplice,
Segredos, confissões, não capriciosas.

A vida, um jogo, um show na frente da cena,
Onde a felicidade é um tapete de impostos,
Sob a doçura jaz um montão de desgostos,
Amarga tristeza, e o mar onde me afogo.

O acto final, de repente a cortina cai,
Humildes adeus, salvação! Mundo dourado,
Mascara quebrada, fastiosa que sucumbe,
E meu desassossego depressa acordado.

Sem maquilhagem e nu, chorando à parte,
Distante dos olhares, canto de má sombra,
Por único amigo, o negro da minha desolação,
E um lenço de lágrimas no meio da penumbra.

Então as possibilidades são tão magras,
E este meu desassossego é imenso,
Com meus prantos, poeta de fortuna,
Morrerei realmente, já que me desdenhas.

As minhas lágrimas rolam, sem mecanismos
E o desassossego, furiosamente me corrói,
Mato-me, com este horrível sonho, de poeta,
E aqui permanece o meu medo, ilógico…
Do desassossego de Poeta…

texto do livro As Paixões de
Manuel Poète©

 

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Desassossego do poeta

 

Por entre linhas escreves, e teus dedos sufocas,

Em granando e traçando o teu desassossego de poeta.

Linhas simples, e esboçando cada página,

Salientada de películas de cor negra.

Poeta! teu desassossego é tanto que nem as palavras se conseguem conter

No universo de páginas por escrever.

Teus desabafos são caminhos por , onde escoas as pedras,

Que se cruzam nas mais directas linhas das tuas páginas.

Ficção ou realidade! Apenas sente por entre dedos o prazer de escrever,

Enquanto eu te leio e fico imaginado o teu desassossego de poeta.

Poeta desassossegado onde te chamam alma de mistério,

Increpado ou ousado mas nunca das palavras afastado.

A tua mão sustenta as páginas em branco e o teu coração sustenta o meu prazer de ler.

Palavras curtas, longas, repassadas ousadas ou palavras salientadas.

Ó poeta desassossegado! Que te isolas no mundo a parte,

Desnudas teu corpo, teus desejos teus anseios e devaneios,

Dando vida a tua obra de arte

Escrevendo todos os dias sem pudor

Como se fizesses amor.

 

 

03-02-2010

14h23m

Autoria… Elsa.M

 

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DESALINHO

Uma folha em branco,
Um rio cristalino;
Um pintor num banco,
Traça o destino…
No silêncio da noite,
Nas tardes mais calmas;
Traça o poeta,
O desassossego das almas…
Palavra após palavra,
A folha em branco ganha vida;
No desassossego do poeta,
A tristeza está contida.
Um rio de águas cristalinas,
No sopé do monte das almas;
Traça o desassossego do poeta,
Que encerra a cortina…
…sem palmas…

Maria Leão
05/02/2010

 

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Mar à frente
Mão demente!…
Querendo escrever e sem poder,
Apavora-se então!

 

Tudo a volta,
É pergunta sem resposta,
Um ameno vislumbrar…
O poeta tudo aposta.

 

Mas sem amor,
Porque deixou partir.
Sem dor,
Porque esqueceu de chorar,
Mergulha no mar de amor.
Busca as suas mágoas lavar.

 

Volta refeito,
Tirou a chaga do peito.
Porque o amor voltou.
A paz encontrou.

 

Espera-se que para sempre,
É o fim da alma descrente.
E volta a escrever o esteta,
É o fim do desassossego do poeta!…

 

Denise Figueiredo

 

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Poéta que cria o mundo.

E nele faz fluir poésia

Não! não sou poéta

Mas caminho pelo mundo

Como um poeta desassossegado.

Que escréve poêmas eternos de Amor

Fragmentos da alma

Da angústia que lhe corre nas veias

Tudo dou nada tenho

Simplesmente minha alma domino

Vivo o desassossego do tempo

Desfólho palavras.

Nélas solto o perfume da terra.

Na angústia da madrugada

Trago a sombra do cansaço.

SOU!

Sêr de um tempo….

Que desfilo em sonhos…….

Nas asas dos pássaros

Sobre o Mar

 

Autoria de Anita de Castro …7/2/2010

 

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MEU DESASSOSSEGO

 

Divago visão perdida no horizonte.

Sentimentos soltos, em ebulição.

Busco palavras que façam uma ponte

Entre o pensamento e o que vai ao coração.

 

Vivo num mundo que parece irreal

Onde tudo é diferente e bonito.           

Vejo além do que chamam de “normal”

Meu mundo nas rimas vai descrito.

 

Neste mundo de beleza sem igual

Que só tem vida na mente sonhadora.

A realidade o atravessa qual punhal

É força imponente e devastadora.

 

Nesta dualidade vivo este conflito

Que rouba sem dó o meu sossego.

Nos versos meu mundo eu limito

A realidade vai sendo o meu degredo.

 

Só a poesia traz-me a serenidade

E põe fim a este meu desassossego.

Concilia o sonho com a realidade

A escorrer em rimas pelos dedos.

 

Rosangela

 

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Fluxo em desassossego

 

Todos os pensamentos

Dissolvem-se em sons do vento

Em palavras gastas

Talvez também em castos verbos

Na desordem dos versos

 

Todas as metáforas

São intempéries

Com intemporais do tempo

São inúmeras questões

O fluxo em desassossego

 

Para quem

No ar respira flores

Nas flores encontra

Fragrâncias para lá do imaginário comum

 

Caminhar

E na leveza dos passos

Encontrar pedras soltas

Para contar

À inquieta mente

 

Que soletra tempos

Em retratos pintados nas letras

Correm a chorar

A cantar

E a sorrir

Num virgem papel

Vestido de branco

E caí de prazer

No desassossego do poeta

Que em mais um poema sossega

 

 

Ana Coelho

 

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Legado

 

Pudesse eu não ser cega

e apenas visse!

O que só tu me dizias

e o que eu disse

Pudesse alegrar-me com quimeras

e esquecer as longínquas primaveras

Pudesse eu, apenas eu, não ter memória

e fazer-te entender a minha historia

Dizer-te, que estou em guerra  só comigo

e que esta luta nada tem a ver contigo

Que na minha dor

não te quero arrastar

E se  somente eu, me envolvesse, e lutasse

para sair das ondas negras  e  frias, deste mar

//

Se ao fundo do túnel, uma luz visse

e tu pudesses esquecer, tudo o que eu disse

Se de mãos dadas, nós conseguíssemos caminhar

e o sonho pudéssemos alcançar

Se pudéssemos arrancar os espinhos

e seguros, percorrermos os caminhos

Mas as feridas que a duvida nos faz

não permitem jamais andar para trás

Minhas mãos, pombas cansadas, inseguras

Meus lábios que pararam de viver

O coração, que bate sem razão

E os meus olhos, que deixaram de te ver

E na dor que me sufoca e me cala

e nesta caminhada sem norte

estou morta, sem que tenha vindo a morte

//

Esvazio-me dos gestos de ternura

e o meu corpo sem sentidos, e sem dor

A alma viva, pulsando de amor

e no meu corpo o abraço da loucura

E sinto perto, o esquife, a sepultura

Um segundo, uma fracção de momento

E me entrego à paz, ao esquecimento

//

A vós deixo, meu legado de poetisa

esta na hora de eu desaparecer

na raiz de um Pessegueiro minhas cinzas

em suas flores, vou reaparecer…

Não tenhas pena, não chores, e me espera

Pois eu volto , nas  flores da Primavera

 

Angelina Andrade

 

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O Desassossego do Poeta

 

Eu queria compreender-te a alma, poeta!

Conhecer a tua desmedida ânsia de amar

Vislumbrar o mundo onde habita

A tua alma inquieta…

Imaginei que pudesse humanizar o divino

Que existe em tua veia pulsante

Trazer-te para o chão um só instante

Pra escutar de perto

A cítara que vibra em teu coração

Sondar-te os arcanos insondáveis

No sagrado momento

Em que recolhes do cotidiano

Doces rastros de sorrisos e lágrimas

Retalhos anônimos de faces sem nomes

Para compor teus poemas-canções…

Parece-me captar as ondas

Das emoções que carregas em segredo

Misto de prazer e medo

Sob o véu do teu aconchego

Escravo e senhor. Dominado e dominador

Onde recuperas pedaços de amores antigos

Assim, é poeta, o teu mundo em desassossego

Poesia destravada de incoerência e paixão

Labareda esquiva atirada a esmo

Capaz de incendiar livre

O mundo de fora

Tão cheia de ti mesmo!

 

Simplesmente Lu…(Maria Lucia)

 

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Agradecemos ao júri

 

Liz

http://comesofthesoul.spaces.live.com/

 

Angelina Alves

http://feizyvinte.spaces.live.com/

 

Anna

http://pandorapt32.spaces.live.com/

 

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Ciranda Poética – “Renascer” – Vencedores…

 

 

Renascer

 

Renasço a cada dia

A cada gesto

A cada olhar

Renasço nas madrugadas,

Nos momentos que me dou

E nos que me dedico a amar

 

Renasço a cada amanhecer

Nas alegrias

Nas tristezas

Renasço depois da desilusão

No juntar dos pedaços

Que refazem o coração

 

Renasço sempre que tiver de renascer

Porque é assim que eu quero

Porque me recuso a deixar-me morrer…

 

Liz

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

http://comesofthesoul.spaces.live.com/

 

 

 

Renascer

 

Este ano acabou

Com as páginas todas escritas

Tem folhas da cor de breu

Outras azuis, cor do céu

Algumas, com desejos fúteis

Muitas de lágrimas inúteis…

Foi um ano que escrevi

De dores e sonhos que vivi.

E se algum desejo, não foi realizado

Este livro, é já passado.

 

No ano que agora começa

Um livro novo me é entregue

Pelas mãos do Criador

Um livro apenas branco

De folhas sem qualquer cor

Mas eu vou acreditar

E dar forma, ao recomeçar

 

E se algum dia tropeçar

Cair e me perder

E se noutro voltar a chorar

E o coração voltar a doer

Mesmo assim eu acredito

Que meu livro, estou a escrever

E como a lenda da Fénix

Que morre incinerada

Das cinzas, e com mais força

Voltarei, a renascer

 

Angelina Andrade

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

http://angelinaandrade.spaces.live.com/

 

 

 

Renascer das Cinzas

Abro os olhos,…languidamente,
Num despertar de um sono profundo.
Apenas vejo claramente
Que não conheço este mundo.
Cego de ambição,
Parco em solidariedade;
Rasgado de solidão,
Mascarado de verdade.
Onde estou? Que casa estranha?!
Quem sou, que não me reconheço?
E em confusão tamanha,
Fecho os olhos, desfaleço.
Passam dias, passam anos,
Sem vontade de viver.
Contam-se perdas e danos,
P’ra voltar a renascer.
No alto da colina branca,
Dás-me a mão de mansinho.
Um sorriso feito manta,
Para mostrar o caminho.
Como o sol no horizonte,
Como a Fénix renascida;
Como o mar debaixo da ponte,
Braços abertos p’ra a vida.
Se do pó se fez o homem,
Do nada se fez vida;
Se as mágoas tudo consomem,
Volta a Fénix renascida.
Abro os olhos, languidamente…
Num despertar de um sono profundo.
Dás-me a mão suavemente,
Fazes-me renascer para o mundo.
E renasço em cada dia,
Como o sol no horizonte.
Olho a vida…que alegria(!),
Corre o mar debaixo da ponte.
És tu, meu mar sereno;
És tu, eterno ser…
Brisa doce, sol ameno,
Que me fazes renascer.

Maria Leão

(Susana Maria)

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

http://marialeao.spaces.live.com/

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Ciranda Poética – “Renascer” – Participantes…

 

 

Continuar,sempre renovar!

Renascer,

Bela poesia para quem

quer aprender:

Ao resistar este espaço, o que queria ver!!!!!!

Boa sorte, força para vencer.

 

Maria Mendes

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Renascendo…

A noite cai na terra
A escuridão percorre
Cada centímetro do meu corpo
Num caminhar frio…

Mistura-se com meu sangue
Percorre-me as veias.
Ataca-me o coração
Derruba minha alma

Sinto-me perdido
Num mundo de dor
Sem luta sem cor..

Cerro os olhos…
Uma luz alcança-me
Teu beijo faz-me renascer
Da sombra da vida..

Meu coração volta
O sangue circula de novo
Meu corpo ressuscita
Meu amor renasce…

 

Eduardo Martins

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Renascer

 

Este ano acabou

Com as páginas todas escritas

Tem folhas da cor de breu

Outras azuis, cor do céu

Algumas, com desejos fúteis

Muitas de lágrimas inúteis…

Foi um ano que escrevi

De dores e sonhos que vivi.

E se algum desejo, não foi realizado

Este livro, é já passado.

 

No ano que agora começa

Um livro novo me é entregue

Pelas mãos do Criador

Um livro apenas branco

De folhas sem qualquer cor

Mas eu vou acreditar

E dar forma, ao recomeçar

 

E se algum dia tropeçar

Cair e me perder

E se noutro voltar a chorar

E o coração voltar a doer

Mesmo assim eu acredito

Que meu livro, estou a escrever

E como a lenda da Fénix

Que morre incinerada

Das cinzas, e com mais força

Voltarei, a renascer

 

Angelina Andrade

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

Renascer

 

Renasço a cada dia

A cada gesto

A cada olhar

Renasço nas madrugadas,

Nos momentos que me dou

E nos que me dedico a amar

 

Renasço a cada amanhecer

Nas alegrias

Nas tristezas

Renasço depois da desilusão

No juntar dos pedaços

Que refazem o coração

 

Renasço sempre que tiver de renascer

Porque é assim que eu quero

Porque me recuso a deixar-me morrer…

 

Liz

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

Renascer

 

Renascer, renascer das cinzas?!

Renascer um livro que ficou esquecido nas entre linhas.

Renascer uma partitura em que a nota se foi deixando ficar,

Sem ter força ou espírito para tocar.

Renascer, renascer…

Que palavra tão conclusiva na vida com um sentido positivo

Mas nem sempre se consegue renascer e acaba-se por morrer.

Por existir me cegam, me julgam ou me condenam,

E para poder viver tenho que voltar a renascer…

Passo a passo volta-se a nascer de um amor quase morto,

Sem condenações ou julgamentos que me ajuda a viver.

Renascemos do ritual dos deuses, e dos ses segredos interditos

Renascer, renascer das cinzas?!

,Renascer das nuvens, das cidades e dos desertos

Renascer para  voltar a viver.

Renascer do ritual dos amores,

Do ritual dos amantes que renascem por uma ilusão ou felicidade perdida

Renascer o jardim que ficou submerso e quase matou as flores

Renascer os poetas vivos e quase esquecidos.

Renascer as linhas que quase se apagaram.

Com saudades dos poetas adormecidos.

Cada renascer será o começo.

De uma historia vivida por mim e por ti.

Onde estamos há-de estar o vento,

Onde vivemos há-de ser um templo,

E de lábios incertos e braços estendidos,

Com o gosto a sol, a vida e a sangue dos sentidos

Voltaremos e renascer para voltar a viver

Renascer, renascer das cinzas…

Meu corpo, meus sentidos, renascer meus gemidos,

Renascer a minha falsa beleza que não vi,

E me persegue desde que nasci,

Renascer para voltar viver, e se hoje vivo,

Foi por ti que renasci.

 

03-01-2010

15h10m

Autoria…Elsa.M

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

RENASCER

 

A vida é movimento incessante.

Porém, desde, o nascente até o poente,

Traz um desejo implícito, predominante,

De estabilidade, de acomodação.

 

É feita de luta, onde se sofre e chora.

É como se fosse íngreme subida,

Que por vezes, dá medo, apavora.

Chegar ao seu cume, é a meta, é a vitória.

 

A vitória traz desejo de inação.

Esquece-se que a vida,

É como o pendulo, de um carrilhão,

Que metódico, faz sua trajetória.

 

Ora, frágeis sucessos, ora, aparentes fracassos.

Vive-se de ilusão neste contexto.

Se da vida o conhecimento, não fosse escasso,

Entender-se-ia que ela é de eterno recomeço.

 

Ao compreender que, a inércia, é filha da preguiça.

Depois de um período, de tristeza e até de luto,

Pelos sonhos perdidos e, até sofridas injustiças,

Renasce-se outra vez, em movimento firme e resoluto.

 

Rosangela

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Renascer

 

No deserto que foi a minha vida

Surgiste como oásis verdejante;

A cristalina água que é bebida,

Saciando, alquebrado o caminhante.

 

Eu estava como árvore ressequida

Num desfalecimento angustiante;

Trânsfuga de mim próprio, sem guarida,

Afugentado, numa senda errante!

 

Mas dessa terra, de lonjura imensa,

Com essa tua afável benquerença,

Te abeiraste de mim, tão fascinante…

 

Minha vida ganhou novo fulgor,

Em meu redor, ouvindo hinos de Amor,

Num belo renascer inebriante!

 

 

João Manuel Robison Crosue

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Vasculho e enrolo suspiros

 

Ergo o olhar

Pelo denso pinhal

Que veste o manto deste frio!

Procuro por entre as sombras

Freixos de luz…

 

Vagueio por trilhos vulgares

Que agora sinto distantes

Do sono que me embala!

Volto ao lugar

Por onde os sonhos floresceram

E tudo se transformou!

 

Nada se encontra

No mesmo lugar…

Será da minha visão?

Todo este desabitado

Na realização do meu imaginário.

Ou será que tudo foi concluído

E agora é esta a fulguração do sol?

 

Volvo todo o âmago

Vasculho e enrolo suspiros

Nos prantos do vento,

Uma estranha alvorada

Acorda toda a pigmentação dos meus cantos.

 

Vislumbro nos rios parados

Um espelho de água

…Sorriu

E no silêncio abro

Uma voz acanhada

Um riso leve sobre a brisa amanhecida!

 

Encontro uma flor

E caminho pela berma do pensamento

Repleta de nada

Ao encontro do tempo

Efémero

Na eternidade do vento

Que acalenta o luar

De uma noite qualquer!

 

Renasce um novo universo

Nas alas da nostalgia

E os sonhos acontecem

Mais uma vez…

 

Ana Coelho

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

RENASCER

 

Noite de inverno que se demora

Longa e sombria

Zune a ventania. Um adeus à porta…

Alguém que vai embora

Partida que não se esquece

Deserção. Alma em atropelos

Olvido dos ideais mais belos

Frustração que ninguém conhece…

 

Renascendo para um novo dia

A luz se faz presente. Cessa, por fim a tempestade.

Renasce o trigo…Germina a semente

Chuva e Sol. Milagre da fertilidade

Espera ainda…Contemple a Aurora tão linda!

A poda que faz renascer o broto verde

P’ras flores da Primavera, é a mesma

Que restaura a vida em outras Eras.

 

E, além do que é capaz

A estrela brilha sempre mais

Na noite mais escura!

 

Do pântano ameaçador

Abre-se pleno de alvura e perfume o lírio

De incorpórea dor…

 

Andorinhas em revoada cortam os ares

Eis!…Que é verão!

O fio d’água solitário que desliza pelas matas

Por trilha íngreme e obscura

Procede da fonte mais pura

Embora, carregue em seu curso

Lama, lodo e estrume

Sempre alcança o seu destino: – rios e mares!

 

Espera ainda…

Depois da névoa das noites longas e frias

Novo ciclo se inicia para o teu alvorecer

Deixa-te cortar agora, nesses tristes dias

P’ra recuperar a sua vida renovada e sã

Qual se realizasse em si, o parto que libera o brilho

De estrela oculta para as noites e as manhãs

Do teu glorioso renascer!…

 

Simplesmente Lu…( Maria Lucia)

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

Ensaio para um novo renascer.

 

 

A poesia escorre-te dos teus dedos
em cascatas de palavras
nesse mistério infinito
que é a palavra
vivida e sentida
no corpo e no Ser.
São cristalinas as palavras
com que te vestes
de metáforas feitas
como as águas do mar
que te viu
nascer.

Das tuas mãos
escorre-te as mágoas
silenciosas e fugazes

É nas madrugadas
claras e e brilhantes
que despertas
dos sonhos errantes
despes o corpo do cansaço
das palavras inconstantes
e ensaias um novo
renascer.

 

São Gonçalves

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

O Soneto do Retorno

Vendo-o com os olhos e vistas turvas
desfalecer sobre meus braços de aparência lânguida
faz-me brotar um soluçar lacrimoso, insana…
Por perder aquele ser amado às funduras!

Cada gota cai do meu rosto às fulguras
da tez negra do meu desfalecido – santas
e sacrais lagrimas; sinto-me ir em rodopios de dança
Inerte e ébria, como as de cerimoniais dulcidas…

…e vejo, um luzir d’o seu corpo
Por sair e cingir todo o lugar.
Mas como? Só eu pressinto este adejar

sóbrio e lindo? – Voltei a ti em outro.
Voltamos não apenas ao nosso amor tolo
E sim, Àquele do alto a sempre nos verdadeiramente
amar

A Deus, ao Infinito!

 

Tássio Bruno

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Renascer das Cinzas

Abro os olhos,…languidamente,
Num despertar de um sono profundo.
Apenas vejo claramente
Que não conheço este mundo.
Cego de ambição,
Parco em solidariedade;
Rasgado de solidão,
Mascarado de verdade.
Onde estou? Que casa estranha?!
Quem sou, que não me reconheço?
E em confusão tamanha,
Fecho os olhos, desfaleço.
Passam dias, passam anos,
Sem vontade de viver.
Contam-se perdas e danos,
P’ra voltar a renascer.
No alto da colina branca,
Dás-me a mão de mansinho.
Um sorriso feito manta,
Para mostrar o caminho.
Como o sol no horizonte,
Como a Fénix renascida;
Como o mar debaixo da ponte,
Braços abertos p’ra a vida.
Se do pó se fez o homem,
Do nada se fez vida;
Se as mágoas tudo consomem,
Volta a Fénix renascida.
Abro os olhos, languidamente…
Num despertar de um sono profundo.
Dás-me a mão suavemente,
Fazes-me renascer para o mundo.
E renasço em cada dia,
Como o sol no horizonte.
Olho a vida…que alegria(!),
Corre o mar debaixo da ponte.
És tu, meu mar sereno;
És tu, eterno ser…
Brisa doce, sol ameno,
Que me fazes renascer.

Maria Leão

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

Renascer

 

Renasce o dia com o céu límpido!

E seu olhar…profundo e triste.

Este olhar cheio de luz que se foi…

De frente para o vale…nem viste

a beleza das águas ,nem os pássaros

que voavam ao seu redor.

Na dimensão do vazio estava tua alma…

querendo o Amor!

Bucaste em todos os lugares,este

amor que se perdeu,

na trilha da vida…

És que você renasce, seu olhar

ilumina ao encontrar o Amor

dentro de ti mesmo!

Sua liberdade de renascer,foi

a intensidade do seu querer…

Deslumbrando a meiguice ao olhar

os lírios do vale,que não se perdeu jamais!

Cantaste uma canção,como uns dos versos

mais lindos para o seu amado,emergindo

no doce Amor,deleniando o seu renascer.

És que agora o Amor não se foi…na luz

infinita do seu olhar!

Renasceste na sinfonia,nutrindo o

cântico de amor,desabrochando

num beijo sedento no tempo de Amar!

 

N@ti C@etano

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Agradecemos também ao júri

 

 

Denise  Figueiredo

http://gotasdepoesia.spaces.live.com/

 

Manuel Poete

http://menestrel2.spaces.live.com/

 

Mina Pêgo

http://anim1952unitedstates.spaces.live.com/

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Ciranda Poética “Á luz das Velas…” – Vencedores

 
 
 

À Luz Das Velas
 
Não longe daqui, em algum lugar
Os sinos repicam acordes
Que me chegam feito canção
Um alento de esperança
O murmúrio de uma oração
Nessa noite que se me faz diferente
e tão bela
O céu derrama uma avalanche de estrelas
Aos meus olhos que choram 
E não podem vê-las…
Fico, então,somente com as fagulhas
Da chama das humildes velas que evolam
Centelhas luminosas que refletem
O brilho úmido do meu olhar
Desvencilhando-me das sombras que carrego
Da minha própria imperfeição
Sinto-me agora, boa e pura 
Nessa noite da minha solidão.
 
Simplesmente Lu…(Maria Lucia)
 
 
 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 
 
 
 
 
Á LUZ DAS VELAS

Chama que se acende!
Em uma luz incandescente,
Que aqueces, que deslumbras, mas que não cegas.
És simplesmente,
A luz das velas…
Vais ardendo e no teu possuir lento,
Quando te apagas desnudas o teu desalento.
Bem para lá do horizonte,
Vejo uma tristeza queimada,
Que trespassa o sonho de quem te leva,
Á luz das velas incendiada.
Á luz das velas…
Momentos de alegria ou dor,
Elas se acendem em qualquer ocasião
Nunca imune ao mundo lá fora
Usando-te sem ter razão,
Resta de ti apenas o brilho da luz incandescente,
Parecendo a chama de um belo farol,
És simplesmente a luz das velas…
Que aos olhos de Deus pareces o resplendor do sol.
Á luz das velas…
Tua chama iluminada,
Que quando ardes mais ou rubro o teu fogo,
Mais viçosa a tua luz e cor saciando o desejo de arder
Resume a tua chama em luz em muito mais luz,
Em uma noite escura que se acabou de acender.
Á Luz das velas…
A vida tem sempre algo de imaginário,
Sei que percorreres o mundo lés a lés,
E ergues bem alto nos céus,
Saciando o teu desejo de arder,
Deixando cair uma lágrima de ti,
No enigma de alegria, de dor,
Ou no momento de amor e paixão,
E saciando o teu desejo de arder
Vês te desfeita no chão,
Á luz das velas…
A vida tem algo de imaginário,
E a tua cera tem consistência,
De erguer o fogo que respira, que transpira,
E no final na tua dimensão,
Apenas de vemos desfeita no chão,

12-03-2009
22h47m
Autoria…. Elsa.M

 
 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 
 
 
 

À LUZ DAS VELAS

 

Olhando, a bruxuleante chama, desta vela.

Viajo em pensamento, até aquele dia.

Na lembrança, parece até, com cena de novela.

Daquele encontro, só restou à nostalgia.

 

Marcamos o encontro, em um lugar, bem afastado.

Combinamos que o jantar seria à luz de velas.

Tudo perfeito, com esmero, preparado.

Noite estrelada, romântica e muito bela.

 

Na penumbra, à luz das velas.

Nas chamas, eternizamos aqueles momentos.

O tempo insensível passou tão rápido.

Mas, os minutos, transcorriam suaves e lentos.

 

Eu a ti olhava, com olhos ávidos.

E os teus se mostravam também sedentos

Dávamos vazão, aos mais profundos, sentimentos.

Esquecidos, ficamos do mundo com suas mazelas

 

Mágicos momentos vividos,

Relembro-os agora á luz desta vela.

Trago-os, ao presente, pelos meus sentidos.

Como num filme, projetado, em uma tela.

 

Rosangela

http://sonhoseestrelas.spaces.live.com/

 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

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Ciranda Poética “Á luz das Velas…” – Participantes

 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

á luz das velas…
os teus olhos meigos de mel
em sonhos doces de encantar
á luz das velas…
sorvi de castanho claro
toda a magia do teu olhar
 
á luz das velas…
o teu rosto de sorriso aberto
num riso branco de marfim
á luz das velas…
a alegria da pureza jovial
que sorri só para mim
 
á luz das velas…
o teu corpo de ilha sagrada
onde naufrago a paixão
á luz das velas…
fêmea de fragilidade felina
esguia doçura da tua sedução
 
á luz das velas…
o teu coração de algodão doce
numa alma de anjo eléctrico
á luz das velas…
a única das amantes
que me salpica de amor frenético
 
á luz das velas…
o nosso silêncio carnal
no leito gracioso do exílio
á luz das velas…
o teu convite sinuoso
e a minha entrega a domicílio
 
doravante…
irei privar o vento de entrar
e á luz das velas
eternamente vou-te amar
 
juro…
 
Claudio Pereira
 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

A vela uma luz frágil!

Na chama hesitante de uma vela acesa,
Ele fixa e visualiza um amor frágil,
E resta hipnotizado. O escuro faz parte,
Da sua casa e a luz é peneirada.
De uma atmosfera romântica,
Como só ele gostaria de criar,
Mortal é a sua casa, deste modo iluminada.
Perdido no que ele espera visualizar,
Ter uma chama do passado, ele já não sabe,
O que espera para não mais se inflamar.
As fotografias olhadas, restos de certos,
Vídeos e filmes Super8 para queimar.
Estrelas do céu já não estão mais no seu,
Horizonte ensolarado. Porque estão muito,
Longínquas e nem o farão mais sonhar.
Pensamentos em ebulições na sua cabeça,
O fazem cair nas noites. De chama declarada,
Agora começa a estar já muito diminuído.
Pois quis a chama desta vela, e de um ser,
Irreal se proteger. Crueldade do amor,
Por a chama da vela que em ele queimou.
Grau de queimadura assim jamais alcançado,
Pois permanecerá à vida mesmo tão marcado.
Pois essa chama da vela, segue e visualiza,
Um inferno criado. Alma torturada, a sua,
Devia ter vindo das almas malditas.
Em noites sombrias até mesmo as estrelas,
Ele as quer esconder. E ao ver a pluma parar,
E gostaria poder essa magia utilizar.
Por causa da luz trazida, que era fraca,
Os seus olhos, já não vêem a realidade.
A cera que corre ao longo da vela,
E já vai quase metade consumida,
Se parece com as lágrimas ardentes saídas,
Do seu coração rasgado. O resfriado está nele,
Mas permanece perto da sua vela ardente.
Por causa desta chama discreta e pequena,
Então ele contínua a ver uma fada dançar.
E dessas noites ardentes ficará só um fim,
A vela acesa e presente para o velador…

texto do livro As Paixões de
Manuel Poète©

 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

 

À LUZ DAS VELAS

 

Olhando, a bruxuleante chama, desta vela.

Viajo em pensamento, até aquele dia.

Na lembrança, parece até, com cena de novela.

Daquele encontro, só restou à nostalgia.

 

Marcamos o encontro, em um lugar, bem afastado.

Combinamos que o jantar seria à luz de velas.

Tudo perfeito, com esmero, preparado.

Noite estrelada, romântica e muito bela.

 

Na penumbra, à luz das velas.

Nas chamas, eternizamos aqueles momentos.

O tempo insensível passou tão rápido.

Mas, os minutos, transcorriam suaves e lentos.

 

Eu a ti olhava, com olhos ávidos.

E os teus se mostravam também sedentos

Dávamos vazão, aos mais profundos, sentimentos.

Esquecidos, ficamos do mundo com suas mazelas

 

Mágicos momentos vividos,

Relembro-os agora á luz desta vela.

Trago-os, ao presente, pelos meus sentidos.

Como num filme, projetado, em uma tela.

 

Rosangela

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Á LUZ DAS VELAS

Chama que se acende!
Em uma luz incandescente,
Que aqueces, que deslumbras, mas que não cegas.
És simplesmente,
A luz das velas…
Vais ardendo e no teu possuir lento,
Quando te apagas desnudas o teu desalento.
Bem para lá do horizonte,
Vejo uma tristeza queimada,
Que trespassa o sonho de quem te leva,
Á luz das velas incendiada.
Á luz das velas…
Momentos de alegria ou dor,
Elas se acendem em qualquer ocasião
Nunca imune ao mundo lá fora
Usando-te sem ter razão,
Resta de ti apenas o brilho da luz incandescente,
Parecendo a chama de um belo farol,
És simplesmente a luz das velas…
Que aos olhos de Deus pareces o resplendor do sol.
Á luz das velas…
Tua chama iluminada,
Que quando ardes mais ou rubro o teu fogo,
Mais viçosa a tua luz e cor saciando o desejo de arder
Resume a tua chama em luz em muito mais luz,
Em uma noite escura que se acabou de acender.
Á Luz das velas…
A vida tem sempre algo de imaginário,
Sei que percorreres o mundo lés a lés,
E ergues bem alto nos céus,
Saciando o teu desejo de arder,
Deixando cair uma lágrima de ti,
No enigma de alegria, de dor,
Ou no momento de amor e paixão,
E saciando o teu desejo de arder
Vês te desfeita no chão,
Á luz das velas…
A vida tem algo de imaginário,
E a tua cera tem consistência,
De erguer o fogo que respira, que transpira,
E no final na tua dimensão,
Apenas de vemos desfeita no chão,

12-03-2009
22h47m
Autoria…. Elsa.M

 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

Rubro desejo

 

Nuvens de incenso

Cobrem o altar

Pedaços do leito

Recebem pétalas de dois olhares,

Uma chama em fogo

A cera fundida

Na luz das velas…

 

Nasce um tango de inspiração

Das silhuetas em júbilo 

Interminável paixão

Solta em sussurros

Gemidos de mel

No sentido das bocas

Em rubro desejo…

 

Os corpos falam de amor

A alma embriaga-se de calma

O sémen que fervilha

Nas veias em movimento

Constante velejar até

O sol amanhecer…

 

Ana Coelho

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*À luz das velas…*

 
Irei, meu presépio construir
Com anjinhos a cantar
Ao Menino que há-de vir
E nas palhinhas vou deitar
 
Maria irei colocar
Doce mãe imaculada
P´ra seu Menino cuidar
E por nós ser muito amada.
 
S.José irei lá pôr
Carpinteiro, pai dedicado
Que com seu imenso amor
Quis proteger  seu filho amado.
 
Numa manjedoura colocarei
O Menino Jesus adorado
Tão pobrezinho, nosso Rei
Em palhinhas deitado.
 
Mas não posso esquecer
De colocar com carinho redobrado
O burro e uma vaquinha p´raquecer
O Menino Jesus sagrado
      
        Mina Pêgo

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

À LUZ DAS VELAS

 

CLARIDADE

 

Clareia minha paz, clareia

O norte e o sul, o leste e oeste

Reflete a luz em todo mundo

Brilha a paz na luz celeste.

 

Clareia minha fé, clareia

O escuro que oferece a maça do desamor

O gosto amargo da imperfeição e da dor

Adoça o mêdo e o ódio, com a luz da tua fé.

 

Clareia meu amor, clareia

A vida que traz o homem

É luz que vem da mulher com louvor

Depois de nove meses fica claro este amor.

 

Clareia minha esperança, clareia

Ilumina o presente, o futuro

Com luz incandescente que não tem fim

Esperança clareia dentro de mim.

 

Alexandre Sena

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

 

À luz das velas

 

A vela acesa que decanta o vinho

Não é a mesma que ilumina o jantar

Nem mesmo a que dá luz ao ninho

Fazendo assim o ensejo de amar.

 

São apenas e tão somente luzes

Que por vezes imagens constroem

Ou conduzem fogo chama de obuses

Que ao atear calor destroem.

 

Mas vela acesa é sempre luz.

Onde não há vento é chama de paz

E mesmo se o amor navega na lembrança,

É pavio aceso que traz esperança

 

Lareira aquecida e todos à mesa?

Sons que desperta um coração,

Já solitário e pensante com tristeza

Navega contrito na bendita canção.

 

À luz das  velas vê a imagem do desejo

Um amor, um amigo, um abraço.

Entra na dança num só festejo,

Lágrima caída que de sonhar é cansaço.

 

Denise Figueiredo

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

 

À Luz Das Velas
 
Não longe daqui, em algum lugar
Os sinos repicam acordes
Que me chegam feito canção
Um alento de esperança
O murmúrio de uma oração
Nessa noite que se me faz diferente
e tão bela
O céu derrama uma avalanche de estrelas
Aos meus olhos que choram 
E não podem vê-las…
Fico, então,somente com as fagulhas
Da chama das humildes velas que evolam
Centelhas luminosas que refletem
O brilho úmido do meu olhar
Desvencilhando-me das sombras que carrego
Da minha própria imperfeição
Sinto-me agora, boa e pura 
Nessa noite da minha solidão.
 
Simplesmente Lu…(Maria Lucia)
 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

Me refaço,busco a luz de Deus
A decoração da mesa de Natal
Mesa bem montada….
Velas decoradas,com fitas e azevinho
Vozes murmurando
Sons celestiais
Acompanhado com sons dos sinos
Aprece a ceia do homem
Aprece o vinho e o pão
A luz do dia se foi
Veio a noite,a luz voltou.
A luz das velas de cera fazem  brilhar
duas salvas nobres de prata.
A familia reúnida
Eles chegam com um brilho de luz
Aura iluminada por velas
Noite festiva é noite de Natal
 
Anita de Castro
 

°*•.,¸¸.•*°        °*•.,¸¸.•*°

Gratos pela colaboração do Júri
 

Aleatoriamente escolhido entre os Amigos de Rascunhos & Sentimentos

 

 

Angelina Andrade

http://angelinaandrade.spaces.live.com/

 

Alexandra Ribeiro

http://alexandraribeiro.spaces.live.com/

 

Bezungão

http://cid-1e450141888b4a53.spaces.live.com/

 

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Ciranda Poética – “Conta-me histórias…” – Vencedores

 
-:¦:-♥-:¦:-      -:¦:-♥-:¦:- 
 
 
 

Conta-me histórias…

Aninha-me com palavras

Cobre-me de belas emoções

E faz-me acreditar

Na paz dos mortais

No calor das mãos

Em sorrisos espelhados no olhar

 

Conta-me histórias…

Ajuda-me a percorrer todos os caminhos

A esperar quem há muito se ausentou

Mas que ainda permanece preso

Como um barco sem amarras

 

Conta-me histórias…

Vamos saltar o silêncio

Ignorá-lo com o poder da imaginação

Palavras soltas… ruídos vivos…

Esquecer o oco… o vazio…

 

Conta-me histórias…

… de amar.

 

♣ Ąηηα ♣ 

http://pandorapt32.spaces.live.com/

-:¦:-♥-:¦:-      -:¦:-♥-:¦:- 

 

 

Conta-me histórias …
 
 

Conta-me histórias, meu amor

Conta-me histórias de encantar

Mesmo que sejam para me embalar

Conta-me histórias meu amor

Que eu vou fingir acreditar

 

Doces palavras de sedução

Envoltas em toda a emoção

Que só tu lhe sabes dar

Histórias de derreter o coração

Que gosta de brincar a amar

 

Conta-me histórias meu amor

Histórias de me deixar encantada  

Sem queremos saber do depois

Assim sem dar por nada

Ficamos encantados os dois

 

Liz

http://comesofthesoul.spaces.live.com/

-:¦:-♥-:¦:-      -:¦:-♥-:¦:- 

 

 

"Conta-me histórias…"
 
Conta-me histórias… mãe
 
Da menina que embalaste
Dos momentos que vivemos
Das lições que me ensinaste
Do carinho que ainda temos.
 
Conta-me histórias… pai
 
De quando connosco brincavas
De  quanto por nós tu lutaste
De como nos amavas
E da saudade que deixaste.
 
Conta-me histórias… amor
 
De carinho e emoção
De jardins cheios de côr
De amor em construção
Sem lágrimas, desânimo e dor.
 
Mina Pêgo
 
 
-:¦:-♥-:¦:-      -:¦:-♥-:¦:- 
 
 
 
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