Ciranda Poética – “O desassossego do poeta” – Participantes

Desassossego

 

Hoje estou entregue aos pensamentos

Ao desassossego que me provocam

Esforço-me por perceber que dor é esta

Que povoa a minha mente e sentimentos

 

Que pontada é esta que me fere o peito?

Que me corrói a cada dia que passa

Que me angustia a cada dia

Fazendo as lágrimas rolar no meu rosto

 

Quero ter forças para gritar

Para me libertar desta dor

E deixar de me angustiar…

E não mais sentir este meu desassossego…

 

Alexandra Ribeiro

 

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Desassossego

 

Não consigo acalmar

O que tenho dentro da alma

No cenário nada muda…

Mas dói.

Oh meu Deus…

Sinto que me abandonaste

Confesso o desassossego

Por vezes o desespero

Domina-me…

A impaciência

Toma conta de mim

Vejo nuvens escuras

De formas indecifráveis

Atravessando a floresta

Negra como a noite.

Fecho os olhos

E a escuridão

Toma conta de mim

Sinto-me perdida… julgo

Que estou enlouquecer.

Entre o espaço

E o tempo

Tudo parece surreal

E no quarto sinto

O frio da solidão.

 

Melodie M M

 

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O Desassossego do Poeta.

A noite caída, no meu interior,
O meu coração morre de morte silenciosa,
Um espelho cinzento como único cúmplice,
Segredos, confissões, não capriciosas.

A vida, um jogo, um show na frente da cena,
Onde a felicidade é um tapete de impostos,
Sob a doçura jaz um montão de desgostos,
Amarga tristeza, e o mar onde me afogo.

O acto final, de repente a cortina cai,
Humildes adeus, salvação! Mundo dourado,
Mascara quebrada, fastiosa que sucumbe,
E meu desassossego depressa acordado.

Sem maquilhagem e nu, chorando à parte,
Distante dos olhares, canto de má sombra,
Por único amigo, o negro da minha desolação,
E um lenço de lágrimas no meio da penumbra.

Então as possibilidades são tão magras,
E este meu desassossego é imenso,
Com meus prantos, poeta de fortuna,
Morrerei realmente, já que me desdenhas.

As minhas lágrimas rolam, sem mecanismos
E o desassossego, furiosamente me corrói,
Mato-me, com este horrível sonho, de poeta,
E aqui permanece o meu medo, ilógico…
Do desassossego de Poeta…

texto do livro As Paixões de
Manuel Poète©

 

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Desassossego do poeta

 

Por entre linhas escreves, e teus dedos sufocas,

Em granando e traçando o teu desassossego de poeta.

Linhas simples, e esboçando cada página,

Salientada de películas de cor negra.

Poeta! teu desassossego é tanto que nem as palavras se conseguem conter

No universo de páginas por escrever.

Teus desabafos são caminhos por , onde escoas as pedras,

Que se cruzam nas mais directas linhas das tuas páginas.

Ficção ou realidade! Apenas sente por entre dedos o prazer de escrever,

Enquanto eu te leio e fico imaginado o teu desassossego de poeta.

Poeta desassossegado onde te chamam alma de mistério,

Increpado ou ousado mas nunca das palavras afastado.

A tua mão sustenta as páginas em branco e o teu coração sustenta o meu prazer de ler.

Palavras curtas, longas, repassadas ousadas ou palavras salientadas.

Ó poeta desassossegado! Que te isolas no mundo a parte,

Desnudas teu corpo, teus desejos teus anseios e devaneios,

Dando vida a tua obra de arte

Escrevendo todos os dias sem pudor

Como se fizesses amor.

 

 

03-02-2010

14h23m

Autoria… Elsa.M

 

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DESALINHO

Uma folha em branco,
Um rio cristalino;
Um pintor num banco,
Traça o destino…
No silêncio da noite,
Nas tardes mais calmas;
Traça o poeta,
O desassossego das almas…
Palavra após palavra,
A folha em branco ganha vida;
No desassossego do poeta,
A tristeza está contida.
Um rio de águas cristalinas,
No sopé do monte das almas;
Traça o desassossego do poeta,
Que encerra a cortina…
…sem palmas…

Maria Leão
05/02/2010

 

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Mar à frente
Mão demente!…
Querendo escrever e sem poder,
Apavora-se então!

 

Tudo a volta,
É pergunta sem resposta,
Um ameno vislumbrar…
O poeta tudo aposta.

 

Mas sem amor,
Porque deixou partir.
Sem dor,
Porque esqueceu de chorar,
Mergulha no mar de amor.
Busca as suas mágoas lavar.

 

Volta refeito,
Tirou a chaga do peito.
Porque o amor voltou.
A paz encontrou.

 

Espera-se que para sempre,
É o fim da alma descrente.
E volta a escrever o esteta,
É o fim do desassossego do poeta!…

 

Denise Figueiredo

 

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Poéta que cria o mundo.

E nele faz fluir poésia

Não! não sou poéta

Mas caminho pelo mundo

Como um poeta desassossegado.

Que escréve poêmas eternos de Amor

Fragmentos da alma

Da angústia que lhe corre nas veias

Tudo dou nada tenho

Simplesmente minha alma domino

Vivo o desassossego do tempo

Desfólho palavras.

Nélas solto o perfume da terra.

Na angústia da madrugada

Trago a sombra do cansaço.

SOU!

Sêr de um tempo….

Que desfilo em sonhos…….

Nas asas dos pássaros

Sobre o Mar

 

Autoria de Anita de Castro …7/2/2010

 

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MEU DESASSOSSEGO

 

Divago visão perdida no horizonte.

Sentimentos soltos, em ebulição.

Busco palavras que façam uma ponte

Entre o pensamento e o que vai ao coração.

 

Vivo num mundo que parece irreal

Onde tudo é diferente e bonito.           

Vejo além do que chamam de “normal”

Meu mundo nas rimas vai descrito.

 

Neste mundo de beleza sem igual

Que só tem vida na mente sonhadora.

A realidade o atravessa qual punhal

É força imponente e devastadora.

 

Nesta dualidade vivo este conflito

Que rouba sem dó o meu sossego.

Nos versos meu mundo eu limito

A realidade vai sendo o meu degredo.

 

Só a poesia traz-me a serenidade

E põe fim a este meu desassossego.

Concilia o sonho com a realidade

A escorrer em rimas pelos dedos.

 

Rosangela

 

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Fluxo em desassossego

 

Todos os pensamentos

Dissolvem-se em sons do vento

Em palavras gastas

Talvez também em castos verbos

Na desordem dos versos

 

Todas as metáforas

São intempéries

Com intemporais do tempo

São inúmeras questões

O fluxo em desassossego

 

Para quem

No ar respira flores

Nas flores encontra

Fragrâncias para lá do imaginário comum

 

Caminhar

E na leveza dos passos

Encontrar pedras soltas

Para contar

À inquieta mente

 

Que soletra tempos

Em retratos pintados nas letras

Correm a chorar

A cantar

E a sorrir

Num virgem papel

Vestido de branco

E caí de prazer

No desassossego do poeta

Que em mais um poema sossega

 

 

Ana Coelho

 

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Legado

 

Pudesse eu não ser cega

e apenas visse!

O que só tu me dizias

e o que eu disse

Pudesse alegrar-me com quimeras

e esquecer as longínquas primaveras

Pudesse eu, apenas eu, não ter memória

e fazer-te entender a minha historia

Dizer-te, que estou em guerra  só comigo

e que esta luta nada tem a ver contigo

Que na minha dor

não te quero arrastar

E se  somente eu, me envolvesse, e lutasse

para sair das ondas negras  e  frias, deste mar

//

Se ao fundo do túnel, uma luz visse

e tu pudesses esquecer, tudo o que eu disse

Se de mãos dadas, nós conseguíssemos caminhar

e o sonho pudéssemos alcançar

Se pudéssemos arrancar os espinhos

e seguros, percorrermos os caminhos

Mas as feridas que a duvida nos faz

não permitem jamais andar para trás

Minhas mãos, pombas cansadas, inseguras

Meus lábios que pararam de viver

O coração, que bate sem razão

E os meus olhos, que deixaram de te ver

E na dor que me sufoca e me cala

e nesta caminhada sem norte

estou morta, sem que tenha vindo a morte

//

Esvazio-me dos gestos de ternura

e o meu corpo sem sentidos, e sem dor

A alma viva, pulsando de amor

e no meu corpo o abraço da loucura

E sinto perto, o esquife, a sepultura

Um segundo, uma fracção de momento

E me entrego à paz, ao esquecimento

//

A vós deixo, meu legado de poetisa

esta na hora de eu desaparecer

na raiz de um Pessegueiro minhas cinzas

em suas flores, vou reaparecer…

Não tenhas pena, não chores, e me espera

Pois eu volto , nas  flores da Primavera

 

Angelina Andrade

 

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O Desassossego do Poeta

 

Eu queria compreender-te a alma, poeta!

Conhecer a tua desmedida ânsia de amar

Vislumbrar o mundo onde habita

A tua alma inquieta…

Imaginei que pudesse humanizar o divino

Que existe em tua veia pulsante

Trazer-te para o chão um só instante

Pra escutar de perto

A cítara que vibra em teu coração

Sondar-te os arcanos insondáveis

No sagrado momento

Em que recolhes do cotidiano

Doces rastros de sorrisos e lágrimas

Retalhos anônimos de faces sem nomes

Para compor teus poemas-canções…

Parece-me captar as ondas

Das emoções que carregas em segredo

Misto de prazer e medo

Sob o véu do teu aconchego

Escravo e senhor. Dominado e dominador

Onde recuperas pedaços de amores antigos

Assim, é poeta, o teu mundo em desassossego

Poesia destravada de incoerência e paixão

Labareda esquiva atirada a esmo

Capaz de incendiar livre

O mundo de fora

Tão cheia de ti mesmo!

 

Simplesmente Lu…(Maria Lucia)

 

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Agradecemos ao júri

 

Liz

http://comesofthesoul.spaces.live.com/

 

Angelina Alves

http://feizyvinte.spaces.live.com/

 

Anna

http://pandorapt32.spaces.live.com/

 

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