Ciranda Poética “Á luz das Velas…” – Participantes

 

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á luz das velas…
os teus olhos meigos de mel
em sonhos doces de encantar
á luz das velas…
sorvi de castanho claro
toda a magia do teu olhar
 
á luz das velas…
o teu rosto de sorriso aberto
num riso branco de marfim
á luz das velas…
a alegria da pureza jovial
que sorri só para mim
 
á luz das velas…
o teu corpo de ilha sagrada
onde naufrago a paixão
á luz das velas…
fêmea de fragilidade felina
esguia doçura da tua sedução
 
á luz das velas…
o teu coração de algodão doce
numa alma de anjo eléctrico
á luz das velas…
a única das amantes
que me salpica de amor frenético
 
á luz das velas…
o nosso silêncio carnal
no leito gracioso do exílio
á luz das velas…
o teu convite sinuoso
e a minha entrega a domicílio
 
doravante…
irei privar o vento de entrar
e á luz das velas
eternamente vou-te amar
 
juro…
 
Claudio Pereira
 

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A vela uma luz frágil!

Na chama hesitante de uma vela acesa,
Ele fixa e visualiza um amor frágil,
E resta hipnotizado. O escuro faz parte,
Da sua casa e a luz é peneirada.
De uma atmosfera romântica,
Como só ele gostaria de criar,
Mortal é a sua casa, deste modo iluminada.
Perdido no que ele espera visualizar,
Ter uma chama do passado, ele já não sabe,
O que espera para não mais se inflamar.
As fotografias olhadas, restos de certos,
Vídeos e filmes Super8 para queimar.
Estrelas do céu já não estão mais no seu,
Horizonte ensolarado. Porque estão muito,
Longínquas e nem o farão mais sonhar.
Pensamentos em ebulições na sua cabeça,
O fazem cair nas noites. De chama declarada,
Agora começa a estar já muito diminuído.
Pois quis a chama desta vela, e de um ser,
Irreal se proteger. Crueldade do amor,
Por a chama da vela que em ele queimou.
Grau de queimadura assim jamais alcançado,
Pois permanecerá à vida mesmo tão marcado.
Pois essa chama da vela, segue e visualiza,
Um inferno criado. Alma torturada, a sua,
Devia ter vindo das almas malditas.
Em noites sombrias até mesmo as estrelas,
Ele as quer esconder. E ao ver a pluma parar,
E gostaria poder essa magia utilizar.
Por causa da luz trazida, que era fraca,
Os seus olhos, já não vêem a realidade.
A cera que corre ao longo da vela,
E já vai quase metade consumida,
Se parece com as lágrimas ardentes saídas,
Do seu coração rasgado. O resfriado está nele,
Mas permanece perto da sua vela ardente.
Por causa desta chama discreta e pequena,
Então ele contínua a ver uma fada dançar.
E dessas noites ardentes ficará só um fim,
A vela acesa e presente para o velador…

texto do livro As Paixões de
Manuel Poète©

 

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À LUZ DAS VELAS

 

Olhando, a bruxuleante chama, desta vela.

Viajo em pensamento, até aquele dia.

Na lembrança, parece até, com cena de novela.

Daquele encontro, só restou à nostalgia.

 

Marcamos o encontro, em um lugar, bem afastado.

Combinamos que o jantar seria à luz de velas.

Tudo perfeito, com esmero, preparado.

Noite estrelada, romântica e muito bela.

 

Na penumbra, à luz das velas.

Nas chamas, eternizamos aqueles momentos.

O tempo insensível passou tão rápido.

Mas, os minutos, transcorriam suaves e lentos.

 

Eu a ti olhava, com olhos ávidos.

E os teus se mostravam também sedentos

Dávamos vazão, aos mais profundos, sentimentos.

Esquecidos, ficamos do mundo com suas mazelas

 

Mágicos momentos vividos,

Relembro-os agora á luz desta vela.

Trago-os, ao presente, pelos meus sentidos.

Como num filme, projetado, em uma tela.

 

Rosangela

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Á LUZ DAS VELAS

Chama que se acende!
Em uma luz incandescente,
Que aqueces, que deslumbras, mas que não cegas.
És simplesmente,
A luz das velas…
Vais ardendo e no teu possuir lento,
Quando te apagas desnudas o teu desalento.
Bem para lá do horizonte,
Vejo uma tristeza queimada,
Que trespassa o sonho de quem te leva,
Á luz das velas incendiada.
Á luz das velas…
Momentos de alegria ou dor,
Elas se acendem em qualquer ocasião
Nunca imune ao mundo lá fora
Usando-te sem ter razão,
Resta de ti apenas o brilho da luz incandescente,
Parecendo a chama de um belo farol,
És simplesmente a luz das velas…
Que aos olhos de Deus pareces o resplendor do sol.
Á luz das velas…
Tua chama iluminada,
Que quando ardes mais ou rubro o teu fogo,
Mais viçosa a tua luz e cor saciando o desejo de arder
Resume a tua chama em luz em muito mais luz,
Em uma noite escura que se acabou de acender.
Á Luz das velas…
A vida tem sempre algo de imaginário,
Sei que percorreres o mundo lés a lés,
E ergues bem alto nos céus,
Saciando o teu desejo de arder,
Deixando cair uma lágrima de ti,
No enigma de alegria, de dor,
Ou no momento de amor e paixão,
E saciando o teu desejo de arder
Vês te desfeita no chão,
Á luz das velas…
A vida tem algo de imaginário,
E a tua cera tem consistência,
De erguer o fogo que respira, que transpira,
E no final na tua dimensão,
Apenas de vemos desfeita no chão,

12-03-2009
22h47m
Autoria…. Elsa.M

 

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Rubro desejo

 

Nuvens de incenso

Cobrem o altar

Pedaços do leito

Recebem pétalas de dois olhares,

Uma chama em fogo

A cera fundida

Na luz das velas…

 

Nasce um tango de inspiração

Das silhuetas em júbilo 

Interminável paixão

Solta em sussurros

Gemidos de mel

No sentido das bocas

Em rubro desejo…

 

Os corpos falam de amor

A alma embriaga-se de calma

O sémen que fervilha

Nas veias em movimento

Constante velejar até

O sol amanhecer…

 

Ana Coelho

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*À luz das velas…*

 
Irei, meu presépio construir
Com anjinhos a cantar
Ao Menino que há-de vir
E nas palhinhas vou deitar
 
Maria irei colocar
Doce mãe imaculada
P´ra seu Menino cuidar
E por nós ser muito amada.
 
S.José irei lá pôr
Carpinteiro, pai dedicado
Que com seu imenso amor
Quis proteger  seu filho amado.
 
Numa manjedoura colocarei
O Menino Jesus adorado
Tão pobrezinho, nosso Rei
Em palhinhas deitado.
 
Mas não posso esquecer
De colocar com carinho redobrado
O burro e uma vaquinha p´raquecer
O Menino Jesus sagrado
      
        Mina Pêgo

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À LUZ DAS VELAS

 

CLARIDADE

 

Clareia minha paz, clareia

O norte e o sul, o leste e oeste

Reflete a luz em todo mundo

Brilha a paz na luz celeste.

 

Clareia minha fé, clareia

O escuro que oferece a maça do desamor

O gosto amargo da imperfeição e da dor

Adoça o mêdo e o ódio, com a luz da tua fé.

 

Clareia meu amor, clareia

A vida que traz o homem

É luz que vem da mulher com louvor

Depois de nove meses fica claro este amor.

 

Clareia minha esperança, clareia

Ilumina o presente, o futuro

Com luz incandescente que não tem fim

Esperança clareia dentro de mim.

 

Alexandre Sena

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À luz das velas

 

A vela acesa que decanta o vinho

Não é a mesma que ilumina o jantar

Nem mesmo a que dá luz ao ninho

Fazendo assim o ensejo de amar.

 

São apenas e tão somente luzes

Que por vezes imagens constroem

Ou conduzem fogo chama de obuses

Que ao atear calor destroem.

 

Mas vela acesa é sempre luz.

Onde não há vento é chama de paz

E mesmo se o amor navega na lembrança,

É pavio aceso que traz esperança

 

Lareira aquecida e todos à mesa?

Sons que desperta um coração,

Já solitário e pensante com tristeza

Navega contrito na bendita canção.

 

À luz das  velas vê a imagem do desejo

Um amor, um amigo, um abraço.

Entra na dança num só festejo,

Lágrima caída que de sonhar é cansaço.

 

Denise Figueiredo

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À Luz Das Velas
 
Não longe daqui, em algum lugar
Os sinos repicam acordes
Que me chegam feito canção
Um alento de esperança
O murmúrio de uma oração
Nessa noite que se me faz diferente
e tão bela
O céu derrama uma avalanche de estrelas
Aos meus olhos que choram 
E não podem vê-las…
Fico, então,somente com as fagulhas
Da chama das humildes velas que evolam
Centelhas luminosas que refletem
O brilho úmido do meu olhar
Desvencilhando-me das sombras que carrego
Da minha própria imperfeição
Sinto-me agora, boa e pura 
Nessa noite da minha solidão.
 
Simplesmente Lu…(Maria Lucia)
 

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Me refaço,busco a luz de Deus
A decoração da mesa de Natal
Mesa bem montada….
Velas decoradas,com fitas e azevinho
Vozes murmurando
Sons celestiais
Acompanhado com sons dos sinos
Aprece a ceia do homem
Aprece o vinho e o pão
A luz do dia se foi
Veio a noite,a luz voltou.
A luz das velas de cera fazem  brilhar
duas salvas nobres de prata.
A familia reúnida
Eles chegam com um brilho de luz
Aura iluminada por velas
Noite festiva é noite de Natal
 
Anita de Castro
 

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Gratos pela colaboração do Júri
 

Aleatoriamente escolhido entre os Amigos de Rascunhos & Sentimentos

 

 

Angelina Andrade

http://angelinaandrade.spaces.live.com/

 

Alexandra Ribeiro

http://alexandraribeiro.spaces.live.com/

 

Bezungão

http://cid-1e450141888b4a53.spaces.live.com/

 

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Uma resposta a Ciranda Poética “Á luz das Velas…” – Participantes

  1. eEUcomISSO diz:

    a todos os amigos, um imenso abraço.deste sempre leitor, de tassio.a ti tbm anita.Fuiz!

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