Ciranda Poética “Castelos de Areia” – Participantes

*****
Ser ou não ser efemero

Ser ou não ser efémero

Soubesse eu, saber, fazer castelos

Daqueles, que fala nossa história

Não faria castelos de areia

Mas sim, meus castelos, de memória

Se castelos, eu fizesse, na areia

Das castelos que eu, sabia fazer

Eu diria, ao mar que se aquietasse

Para, meu castelo, não desfazer

Mas

Meus castelos, são de fantasia

Das fantasias, que sabendo, sei fazer

São construções, efémeras, no tempo

Castelos que a maré vai desfazer

 

Ó vós, que devíeis, ser quem sois

Ó tu, que não és, quem dizes ser

Ó nós, que esquecemos, de dizer

O que seriamos, sem sabermos ser

Se eu pudesse, dizer-me, o que tu és

Daquilo, que nem tu podes dizer

Houvera-mos, nós, de saber ser

Não sabendo nós, o que dizer

E, a razão de ser, efémero….!

Angelina Andrade

*****

 

Memórias póstumas

 

Memórias póstumas

De um amor bandido.

Que arrefeceu a alma,

Perdeu o brilho e morreu.

 

Antes, driblou distâncias,

Para não dizer adeus.

E em última instância

Rogou a Deus!…

 

Por essa paixão

Desenhou e sonhou…

E com uma só demão,

Até um quadro pintou.

 

Sem ser construtor,

Um castelo de areia,

Na vazante ergueu.

Morada que o mar levou.

 

Maré cheia…

Maré vazia…

Tudo que viveu,

Não valeu o que sofreu.

 

E jurava dizendo que ainda ía,

Esse amor ressuscitar.

Grão por grão resgatar,

O castelo de areia…

Que lhe levou o mar.

 

Denise Figueiredo

“IN Segredos”

*****

 

Meu  poeta sem rosto
…………………………………..
 
 
Na  areia fina e fresca
Construi  meu castelo de areia
             Nele habitei
Tive um sonho
Deitada na  praia me encontrava.
           Ouvia o mar
Cantando suas melodias
Sua alma em mim poisou
Nossas mãos.
Nossas mãos se cruzaram.
Se apertaram
No medo e nos sonhos .
Abrisa soprava
A aragem fresca do mar
Abraçando nos com ternura
Num manto suave de tanta frescura.
Nossos olhos se turciam de tão finos desejos.
Em penssamentos trocavamos beijos.
As ondas cantaram com mais força
 As palavras secaram
  O silencio cresceu
     As nuvens passaram lentas e pesadas
 A tempestade se aproximou
              Devorou
 Devorou meu castelo de areia fina.
        Nada mais havia
          Nada mais ficou
  Doque uma simples brisa
     Do meu castelo de areia
 Que a tempestade levou
 
     
       Autoria de  Anita de Castro
 
*****
 
NA AREIA DEITEI-ME. NELA SONHEI, ME ENVOLVI E CONSTRUI MEUS CASTELOS.
ESTES ERAM DE AREIA, PORÉM COM A BASE BEM SEDIMENTADA EM TIJOLOS DE BARRO.
ASSIM, VEIO A TEMPESTADE, O VENTO, NEM O SOPRO DO LOBO LEVARAM MEU CASTELO.
ELE APENAS BALANÇOU, MAS AO LUGAR VOLTOU.
 
 
O CASTELO TROUXE A ATENÇÃO DE TODOS.
ERA LINDO, AZUL POR FORA E BRANCO POR DENTRO.
O RAPAZ, O GURI, A MOÇA, A SEREIA QUANDO EMERGIA DAS ÁGUAS,
TODOS O CASTELO APRECIAVAM.
 
 
O TEMPO, SEMPRE PRESENTE EM TODOS OS FATOS
DE NOSSAS VIDAS, FEZ-SE PASSAR,
MAS A BELEZA DO CASTELO PERMANECEU.
O GURI DE ANTES, VIROU O RAPAZ DE HOJE.
A MOÇA, NÃO SABE-SE COMO, NEM POR QUE,
VIROU SEREIA DO MAR.
 
 
ASSIM, A SEREIA ENCONTROU-SE UM DIA
COM O RAPAZ. APAIXONARAM-SE.
CASARAM-SE E FORAM NO CASTELO VIVER
E CONSTRUIR SUA HISTÓRIA DE AMOR.
 
 
OS CASTELOS PODEM SER DE AREIA,
MAS SENDO A BASE DE TIJOLOS BEM COLOCADOS E
BEM CIMENTADOS E CONTANDO COM A MANUTENÇÃO
DO AMOR, DURAM POR LONGO TEMPO. 
 
 
TER O CASTELO CONSTRUÍDO,
O AMOR VIVIDO,
A CONFIANÇA ALCANÇADO,
AGORA É POSSÍVEL BUSCAR O MAR IDEALIZADO
E TORNÁ-LO NAVEGÁVEL.
AO REGRESSAR, O CASTELO LÁ
ESTARÁ.
 
Marta Judite Cardoso
 
*****
 
Símbolo de historias e lendas,
Feitos de areias conquistadas…
Estendi-me pelo mar em forma de sereia,
Construindo os meus castelos de areia

Muralhas feitas de conchas…
Onde o sol é o meu aliado,
Para secar os meus castelos de areia,
Neste meu sonho encantado.

Reparo no brilho do meu olhar…
E algo em mim se prendia….
Ajoelhada em frente ao mar…
Mais castelos eu construia.

Numa muralha escrevi o teu nome,
Belíssima obra que o meu coração completou.
Estrutura feita de areia,
Onde o mar um dia desabou.

Longínquo está de novo o meu sonho…
De castelos de areia voltar a construir…
Porque o meu pranto é mais pequeno que o mar revolto…
Onde os castelos de areia vai voltar a destruir.

Das lendas das historias
Das muralhas e do meu sonho…
Apenas o teu nome ficou.
Na historia e lendas do meu coração…
Onde o mar ainda não chegou.

03-10-2009
15h23m
Autoria… ELSA.M

 
*****
 
Teu porto de Amor Paixão!

De tua paixão, de teu amor,
Onde estás, tu que fazias delícias?
Eu só sonho contigo! Que promessas!
Ó volta eu te imploro amor,
Sem ti eu morro eu pouco a pouco.

Como as folhas de um carvalho,
Passam e aniquiladas rapidamente pelo vento,
Tal um navio levado ao largo pelas ondas,
Minha alma vacila e agora verte,
Em abismos afligidos e dados à minha pena,

Meu coração, em sua catraia de porcelana,
Deslizando para os bancos reputados,
Duma ilha abordada pelos meus sonhos,
E perdido na fadiga deste meu ser,
Aniquilou na tristeza, penso desaparecer,

Longe deste mundo onde meus sonhos destruídos,
Me levam ao largo, tal um barco perdido,
Eu não tenho nenhuma força mais para remar,
Contra estes ventos, tempestades e marés,
Eu gostaria de me atracar ao teu porto sereno,

Novamente, viver nossas brigas corpo-a-corpo,
Me inundar nos nossos prazeres do amor,
Em teus braços, para sempre, para sempre!
Assim, pouco me importa, do tempo ou do lugar,
Te amar, meu amor, eu só preciso te ver,
E saber nosso amor, lá bem no meio ao quentinho,
Do teu coração, e protegido contra o desespero.

textos do livro As paixões de
Manuel Poète©

*****
 

Fragmentos no areal

Com as duas mãos nuas

Enroladas na fina areia

Na praia onde mora o sonho,

Esculpi castelos de areia…

Desenhei a ilusão de um paraíso,

Aconcheguei raios de sol

Em adorno quente…

 

No firmamento

Um cavalo branco

Em suave galopar

Descia as águas

E veio abraçar-me…

Beijos em cachos de orvalho

Apaziguam a alma,

Em águas cristalinas do olhar…

 

Do norte soprou

Um vento forte,

Na leveza do ar

Os grãos fluíram…

Liso ficou o areal

No abrigo dos laços

Meus e teus…

Só isso restou…

As estrelas no luar do nosso amor.

Ana Coelho

*****

 

CASTELOS DE AREIA

 

Tantos sonhos de amor, nesta vida eu sonhei!

Amar e ser amada foi o que eu mais desejei!

Meus amores foram feitos de quimeras,

Não resistiam a mais de uma primavera.

 

Sei que foram como castelos de areia,

Que existiam somente na minha imaginação.

Imaginação que por tão pouco se incendeia,

Na ânsia de fugir da solidão.

 

Meu olhar pela praia deserta vagueia.

Lembro-me da infância na praia a brincar,

Fazia imensos castelos de areia,

Que as ondas do mar vinham desmanchar.

 

Era tudo alegria e divertimento,

Logo outro castelo começava a construir.

Mas na praia dos sentimentos,

Dói na alma vê-los ruir.

 

Não quero mais castelos na areia.

As ondas são inclementes, violentas.

Meu coração cansado de sofrer receia,

Decepções, ele não mais agüenta.

 

Quero terra firme, um porto seguro,

Pra meu coração sem medo atracar.

Meus castelos de areia deixo-os as sereias.

Meus sonhos de amor entrego-os ao o mar!

 

Rosangela

06/10/2009

*****

 

EFÉMERO
 
Algures, perdidos no tempo,
Donzelas e cavaleiros
De mantos de luz, e espadas ao vento.
Algures, nos sonhos rasgados,
Há bruxas e feiticeiros,
Fantasmas acorrentados.
 
Estrelas cadentes, já mortas,
Sem brilho, sem luz…
Casas sem janelas ou portas.
Via Láctea, sem céu estrelado;
Rasga o céu na escuridão,
Rio de sol emaranhado.
 
Em tudo o que já escasseia,
Falta o sonho, falta a história;
Falta o agricultor que semeia.
Faltam vidas, falta a memória…
Restam castelos de areia.
 
Mas há mar, e teimosia,
Filamentos de lua cheia.
Ventos soltos, maresia…
Hajam castelos encantados,
Princesas e reinados,
Aranha que tece a teia.
Hajam sonhos, bons e maus;
Não deixem parar as naus,
Que o amor é um Castelo na Areia.
 
 
Maria Leão
08/10/2009
 
*****
 

Castelos de areia

Olhando a imensidão do mar,

Perco-me no extenso areal…

Fecho os olhos e começo a sonhar,

Afasto-me do mundo real.

 

Sozinha com meus pensamentos,

Entre as ruínas do meu coração…

Recordo mágicos momentos,

Em que construi castelos em vão.

 

Construi castelos de fantasia,

Onde eu fui feliz um dia,

Contigo ao meu lado… de passagem…

 

Construi castelos de areia dourada,

Que logo ruíram pela madrugada,

Com um simples sopro… uma aragem…

 

Dina Rodrigues

*****

 

Castelos de Areia

 

Os castelos que ergui, fi-los de areia,

Com sonhos e quimeras cimentados;

Na esfera aonde a alma devaneia

E em nuvens passageiras projectados.

 

Qual cavaleiro andante, que vagueia,

Sem temer percorrer trilhos errados,

De amores os povoei, na maré cheia,

Com doces ilusões embelezados.

 

Mas todos, um por um, foram ruindo,

E desolado, eu dera já por findo,

O intuito de fazer qualquer castelo!

 

Logo porém no dia em que te vi,

Fiquei tão fascinado que erigi,

Sobre os escombros, outro ainda mais belo!

 

Joao Manuel Crusoe

*****

CASTELOS DE AREIA

 

Houve um tempo em que eu construía

Castelos sobre leitos de areia

Em algum lugar do mundo

De mim mesma…

Tanto esforço, infecundo

Ruía ao sabor das ondas da incerteza

Num segundo

A minha suposta fortaleza…

Quando lá fora rugia a ventania

Tsunami desconcertante da realidade

Meu castelo de areia, se desfazia

E, aí então, surgia a essência

A minha verdade…

Em meio a essa impermanência

De areia ou de barro

Ao meu ideal  me agarro

Pois, ainda posso construir no areal

Castelos de beleza apenas pressentida

À luz do sol ou ao  sabor dos sais

Sem nenhum sentido para a minha vida

Mais um castelo de areia, apenas

E, nada mais….

 

Simplesmente Lu…(Maria Lucia)

*****

 

Castelos de Areia no meu mar

 

No meu mar

Habitam maravilhosas formas de brincar

Entre carrosséis barcos a velejar

Dança de cavaleiros a rodopiar

 

Príncipes, reis de fantasiar

Concha, pérola a brilhar

Sereia divindade a dançar

Castelos de areia erguidos pelo ondear

 

São corais, flores a encantar

Salina agridoce paladar

Pulam meninas a bailar

Onda azul a serpentear

 

Cardume peixes a borbulhar  

Estrelinha cadente a piscar

Areia envolvente a dourar

Nessa tarde gostosa junto ao mar.

 

É assim no meu mar.

 — Tear Sky —

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